Para Aécio, governo gasta ‘muito e mal’ e crescimento da inflação não tem volta

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Pré-candidato tucano à Presidência disse que faltam propostas para combater inflação, que 'é como a pasta que sai do tubo de creme dental, não volta mais'

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse que o governo federal gasta “muito e mal” o dinheiro público e prometeu não desonerar tributos compartilhados. O tucano falou para uma plateia de prefeitos durante a XVII Marcha em Defesa dos Municípios, nesta quarta-feira (14), em Brasília. A única diferença com o discurso de Eduardo Campos (PSB), que falou antes do tucano, é que Aécio aceita desonerar apenas a parte que cabe à União para não mexer nas receitas dos Estados e municípios.

Leia também: Campos critica falta de diálogo e política de desoneração do governo Dilma

Ele ainda lamentou não poder dizer isso na frente da presidente Dilma Rousseff, que não aceitou o convite para ir à Marcha. “O governo hoje gasta muito e gasta mal. Lamento que eu não possa dizer isso na frente da candidata, porque ela não está presente neste fórum tão importante.”

Ele voltou a criticar o programa do PT exibido ontem na TV, que mostrou o sentimento de medo em relação aos governos do ex-presidente FHC. “O programa do PT demonstrou que em 12 anos de governo, este partido só tem a oferecer medo. Deixou de gerar esperança. É um atestado definitivo de fracasso” Em relação à inflação, Aécio Neves disse que a presidente terá dificuldade em contê-la pela falta de propostas. “É como a pasta que sai do tubo de creme dental, não volta mais.”

Encontro: Prefeitos aproveitam ano eleitoral para pressionar governo

Aécio disse também que as manifestações contra a Copa do Mundo previstas para amanhã ocorrem porque Dilma não cumpriu nenhum dos compromissos apresentados por ela em junho do ano passado. “A Segurança não melhorou, o transporte público não melhorou e a saúde pública é uma tragédia. O que temos aí é um governo que descambou”, atacou. O tucano, entretanto, disse apoiar apenas as manifestações pacíficas. “O que não se deve tolerar é a violência. Esses movimentos violentos tendem a vitimizar nossos manifestantes. As forças de Segurança do nosso país devem ter aprendido com isso.”

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