Governador de Minas tenta convencer a bancada federal do PP a apoiar Aécio

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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No nível federal, o partido é aliado da presidente Dilma Rousseff (PT) e controla o Ministério das Cidades

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Defensor do apoio de seu partido ao presidenciável Aécio Neves (PSDB), o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), esteve reunido ontem com a bancada pepista na Câmara dos Deputados. Ele defendeu que o PP apoie nacionalmente o tucano ou fique neutro, liberando cada um dos diretórios estaduais para escolher com qual candidato estarão no plano nacional, conforme as alianças regionais. No nível federal, o partido é aliado da presidente Dilma Rousseff (PT) e controla o Ministério das Cidades, atualmente comandado por Gilberto Magalhães Occhi, além de ter outros cargos de confiança dentro da administração pública nacional. Coelho é o único governador do PP atualmente. Ele era vice de Antonio Anastasia (PSDB), que renunciou para concorrer a uma vaga no Senado.

Além de Minas, a campanha de Aécio conta com a simpatia de pepistas principalmente em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nos dois estados, existe a possibilidade dos dois partidos se aliarem. Em Santa Catarina, os tucanos se afastaram do governador Raimundo Colombo (PSD), por ele ter se tornado um aliado de Dilma. O PP também pode acabar ficando fora da composição pela reeleição de Colombo por pressão do PMDB, por conta de uma rivalidade histórica no Estado. O PP gaúcho negociava uma chapa com o PSB para apoiar o nome da senadora Ana Amélia (PP-RS) ao Palácio Piratini. Os socialistas, no entanto, preferiram ficar ao lado do PMDB, que lançou Ivo Sartori para enfrentar Tarso Genro (PT), candidato à reeleição. Sem um nome forte no Estado, os tucanos gaúchos tentam uma coligação com o PP para garantir um palanque competitivo para Aécio.

Aposta do partido

A senadora Ana Amélia é cogitada entre os tucanos para ser candidata a vice de Aécio, caso os dois partidos se tornem aliados no plano federal. O PP prefere, por ora, que ela dispute o governo gaúcho. Bem colocada nas pesquisas, a parlamentar é a principal aposta do partido, que não elegeu nenhum governador em 2010.

Questão de sangue

Aécio também conta com alguma simpatia dentro do PP do Rio. A questão, no caso, é familiar. O senador Francisco Dornelles é seu primo. Os laços de parentesco do tucano são fortes do Estado: A primeira mulher do ex-governador Sergio Cabral (PMDB), Suzana Neves, também é da sua família.

Ainda com Dilma

Apesar de admitir a existência de apoiadores do tucano nos quatro estados, líderes nacionais garantem que o partido estará ao lado da reeleição de Dilma. Afirmam que é o desejo da maioria. Confirmam as divergências nos quatro estados, mas dizem que apenas em Minas o grupo pró-Aécio é maioria absoluta.

Outro honoris causa para FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) vai receber o título de “Doctor Philosophae Honoris Causa” da Universidade de Tel Aviv no próximo dia 15. Primeiro sul-americano a receber a honraria, ele viaja ao país a convite da Sociedade Brasileira dos Amigos da instituição, comandada pelo empresário Mario Arthur Adler, ex-controlador da Brinquedos Estrela. Três dias depois, FHC deve ser recebido, em Jerusalém, pelo presidente de Israel, Simon Peres.

Israel também recebe missão empresarial

No mesmo período, a Câmara Brasil-Israel de Indústria e Comércio organiza uma missão empresarial ao país. Os integrantes do grupo vão conhecer a Ramot, companhia de transferência de tecnologia da Universidade de Tel Aviv e se reunirão com o futuro cônsul econômico de Israel em São Paulo, Boaz Albaranes. Segundo a programação, os empresários também acompanham a homenagem a FHC e participam com ele de um jantar.

“O volume não é morto, água é vida. Ele só não era utilizado” – Geraldo Alckmin, governador de São Paulo (PSDB), sobre a antecipação do uso da água do fundo do reservatório do sistema Cantareira, onde o volume chegou ontem a 8,19%

*Com Leonardo Fuhrmann

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