Padilha ataca Alckmin em lançamento de programa e nega crise na campanha

Por Natália Peixoto - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo manteve tom de críticas em evento com poucas propostas, mas prestigiado por ministros, deputados, vereadores e outras lideranças petistas

O pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), manteve o tom de críticas ao governo tucano durante o lançamento dos grupos de trabalho que irão elaborar as propostas de seu programa de governo. Padilha voltou a chamar a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) de “sem energia”, “irresponsável” e com avanços que “pararam no século 19”. “São Paulo precisa de uma liderança que exerça o papel no Estado de São Paulo do tamanho que o Estado tem.”

Durante o evento, o presidente do diretório do PT do Estado de São Paulo, Emídio de Souza, coordenador da campanha petista, elogiou a postura de Padilha diante ao que chamou de "o pior momento da disputa até agora", em referência às denúncias de um relatório da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. As investigações da PF apontam que um ex-assessor do Ministério da Saúde teria sido indicado pelo próprio Padilha para trabalhar no laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, o que o petista nega.

Leandro Martins/Futura Press
O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha lança o início da criação do seu Programa Participativo

Emídio disse que Padilha tem sido vítima de ataques "virulentos", mas que ele está preparado e reagindo com "tranquilidade" para ataques dos opositores, da mídia e de "setores da direita". "Acusaram o Padilha de ter ligação com quem ele não tem, de ter indicado quem ele não indicou", disse. "Eles vão querer jogar da cintura para baixo, mas nós não temos o que temer. Nós temos que nos preparar para a batalhas das batalhas."

Aos jornalistas, Padilha negou que a campanha tenha enfrentado momentos de crise. “Quem deve estar em crise e vivendo momentos difíceis são aqueles que imaginavam que uma denúncia mentirosa, uma injúria como essa pudesse afetar em algum momento a nossa campanha”, afirmou. “A gente cresce na adversidade. Esse fato mobilizou mais o PT, mobilizou os ministros do governo Dilma, mobilizou ainda mais os aliados.”

Padilha apresentou algumas de suas propostas iniciais cercado por sete ministros, entre eles José Eduardo Cardozo (Justiça), Miriam Belchior (Planejamento) e Aloízio Mercadante (Casa Civil). Senadores, deputados federais e estaduais, além de vereadores e outras lideranças petistas e do PC do B também acompanharam de perto os discursos de lançamento. 

No evento, Padilha apenas pincelou algumas de suas propostas, com críticas às políticas de Alckmin nos setores de educação, como a criação de uma “academia de professores” e o fim da progressão continuada, no modelo na academia de Polícia Militar no Estado, no transporte, com a expansão do metrô, segurança e no setor hídrico.

Cada um dos 20 grupos apresentados pela pré-campanha será coordenado por especialistas que buscarão elaborar as propostas do Programa de Governo, por meio de seminários e sugestões de militantes. A entrega das propostas vai acontecer no lançamento da campanha de Padilha, em junho.

Os grupos de maior destaque são o da Segurança, coordenado pelo ex-ministro Márcio Thomas Bastos (para o grupo de Segurança), o de Transportes, coordenado pelo secretário-adjunto de Transportes da capital paulista, José Evaldo Gonçalo, e o de Educação, que deverá ser comandado pela ex-coordenadora de ensino fundamental do MEC, Lúcia Couto. Outro estratégico é o grupo de Recursos Hídricos, comandado pelo prefeito de Embu, Chico Brito.

O ex-ministro do governo Lula Paulo Vanucchi coordenará o grupo de Direitos Humanos; o ator Sérgio Mamberti comandará para o grupo de Cultura; e o do físico e professor da Unicamp Rogério Cézar Cerqueira Leite, o grupo de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Esses nomes mostram a competência qualidade da equipe que reunimos para construir as melhores propostas no Estado de São Paulo”, disse Padilha. “Nesse momento a discussão é das melhores propostas. Obviamente, composição de governo, nós só vamos discutir depois que a vitória for alcançada.”

Sobre a definição das alianças que darão suporte a sua candidatura, o petista manteve o tom de buscar refletir em São Paulo as alianças que elegeram a presidente. “Todos os partidos que compõe a base do governo Dilma interessam inclusive aqueles que hoje estão na base do governo Alckmin, ou os partidos que apoiaram o governo Alckmin há quatro anos, acreditando que nas promessas que ele fez.”

Leia tudo sobre: Alexandre PadilhaPTEmídioEleiçõe 2014

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas