Número de eleitores chega a 141 milhões, segundo Justiça Eleitoral

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Dados do TSE apontam crescimento de 4,3% aumento de eleitores em todo o País. Ministro sugere uso da Constituição para punir abusos na web durante as eleições

Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na manhã desta sexta-feira (9) apontam que 141,8 milhões de eleitores se cadastraram para as eleições de 2014. Em relação às eleições de 2010, isso representa um aumento de 4,43% no número de eleitores daquele ano, quando o número de inscritos eram 135,8 milhões.

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Os dados, no entanto, são parciais. Eles ainda passarão por auditorias do TSE que pretende divulgar o número definitivo de eleitores para as eleições gerais no dia 21 de junho. Ainda pelos dados do TSE, destes 141 milhões de eleitores, 23,3 milhões votarão por meio da biometria (identificação digital do eleitor). Conforme os números do TSE, o cadastro biométrico superou em 6,28% a meta determinada inicialmente pelo Tribunal.
“A urna eletrônica é segura. A problemática que surge é no que diz respeito à identificação do eleitor e estamos tentando resolver essa questão com a biometria”, afirmou o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello.

Pelos números do TSE, houve uma queda 47,32% no número de transferências de domicílios eleitorais: de 2.138.031 transferências para 1.130.315. “Se verificou uma fixação maior do eleitor na localidade e talvez isso seja uma resistência a movimentos políticos de candidatos visando a transferência de títulos”, explicou Mello.

Ainda conforme o presidente do TSE, essas serão as primeiras eleições em que “a internet e as redes sociais serão acionais numa gradação bem maior”. Para ele, serão necessárias interpretações com base na Constituição para punir possíveis abusos na propaganda de candidatos em redes sociais já que não existe uma jurisprudência à respeito. “Estamos nos deparando com algo que é novo. Como se dá no caso de ofensa dosada pela Justiça Eleitoral e o Direito de Resposta do candidato? Não sei, mas vamos ver e acredito piamente nos integrantes da Justiça Eleitoral. Que não haja o denominado minimalismo judicial”, analisou.

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