Escolha de Chinaglia não reduz disputa dentro da bancada do PT

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Grupo ligado ao deputado Vargas, que se afastou do partido, é o mais insatisfeito dentro do PT com o governo

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A escolha do ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a vice-presidência da Casa indica que a disputa dentro da bancada do PT ainda não terminou. Pelo contrário, mesmo com a apresentação de um nome forte e os apelos - do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e do presidente nacional do partido, Rui Falcão – para evitar uma disputa interna, a candidatura do ex-ministro Luiz Sérgio (RJ) não foi retirada. Chinaglia era tido como um nome mais agregador do que Paulo Teixeira (SP), representante da corrente Mensagem ao Partido, derrotado por André Vargas (sem partido-PR) na eleição anterior para o cargo. Mesmo assim, o grupo ligado ao deputado licenciado insistiu na possibilidade de vencer com a candidatura do parlamentar fluminense.

Integrante do Movimento PT, Chinaglia terá de deixar a Liderança do Governo. Agora, a questão é quem vai sucedê-lo. É uma disputa diferente, como lembra um deputado petista, pois a decisão depende de um único eleitor: a presidente Dilma Rousseff. Resta saber como ela vai lidar com o clima cada vez mais tenso na bancada. O grupo de Vargas, que se afastou do partido após a revelação de suas relações com o doleiro Alberto Youssef, é o mais insatisfeito dentro do PT com o governo. Além de criticarem constantemente a “articulação política”, estão por trás de movimentos como o “volta Lula”. Para companheiros de partido, o grupo é ligado demais ao PMDB e a seu líder, Eduardo Cunha (RJ). A ala faz parte do CNB, maior corrente petista, e se sentiu alijado desde o afastamento do antigo líder do Governo Cândido Vaccarezza (SP), em março de 2012.

O baixo calão do senador

Cotado para ser vice ou coordenar a campanha do presidenciável tucano Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) se envolveu em uma briga com um blogueiro no Senado. O homem divulgou um vídeo em que pergunta ao parlamentar sobre a importância das CPIs. Depois de responder a uma segunda questão, sobre a falta de CPIs na Assembleia Legislativa de São Paulo - Estado governado há 20 anos pelo seu partido - Aloysio faz menção de interromper a conversa. O blogueiro, ex-assessor da deputada Erika Kokay (PT-DF), então pergunta sobre seu “suposto envolvimento” no escândalo do cartel dos trens. A partir de então, o senador passa a dirigir-lhe palavrões e ameaças.

Defesa prévia

Antes mesmo da divulgação do vídeo, o senador Aloysio Nunes já havia divulgado uma nota, em que se coloca como “mais uma vítima do PT”. Ele lembra que o blogueiro, conhecido como Rodrigo Pilha, já havia liderado um protesto contra o presidente do STF, Joaquim Barbosa, e alega que Pilha ofendeu-lhe “com uma grave injúria, uma acusação mentirosa e insuportável”.

Saldo positivo em mídia espontânea

Para defender o retorno que a organização da Copa do Mundo de futebol no Brasil pode representar ao País, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), usa como exemplo o sorteio final para a montagem dos grupos da competição, realizado na Costa do Sauípe, em seu estado. Segundo ele, a administração estadual investiu R$ 5 milhões. “O retorno em mídia espontânea foi de mais de R$ 80 milhões”, garante. Os números foram apresentados em um encontro com o PNBE.

Movimento contra indicado para a ANS

O Idec e várias entidades ligadas à saúde estão fazendo um apelo ao plenário do Senado e aos ministros da Casa Civil, Aloízio Mercadante, e da Saúde, Artur Chioro contra a nomeação do médico José Carlos de Souza Abrahão para a ANS. Alegam que o indicado atuou como empresário do setor e é autor de ações contra o SUS e a extensão de cobertura de procedimentos por planos de saúde. Ameaçam levar o caso à Comissão de Ética Pública.

“Todos aqui são envolvidos com o futebol. Somos torcedores, inclusive o senhor” - Jovair Arantes, deputado federal (PTB-GO) e vice-presidente do Atlético Goianiense, em resposta ao deputado Romário (PSB-RJ), que pedia a suspeição dos deputados que são ou foram cartolas na votação do refinanciamento de dívidas dos times de futebol

*Com Leonardo Fuhrmann

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