Dilma encontra sem-teto do MTST antes de visita ao Itaquerão

Por Natália Peixoto - iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente teria, segundo Haddad, discutido com o grupo o acesso ao Minha Casa, Minha vida. Hoje, movimento de moradia ocupou prédio da construtora Odebrecht em SP

Antes da visita para inaugurar o Itaquerão, estádio que receberá a abertura da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o prefeito Fernando Haddad e representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem- Teto (MSTT) para discutir a construção de moradias populares em São Paulo. O grupo é o mesmo que ocupou um terreno abandonado de 150 mil m² a três quilômetros do estádio na semana passada, batizado de “Copa do Povo”. "A reunião não versou sobre o terreno, versou sobre o Minha Casa Minha Vida no geral", disse Haddad.

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Rodrigo Gazzanel/Futura Press
Em visita à Arena Corinthians, Dilma foi presentada com um capacete dourado

Segundo o Planalto, Dilma se encontrou por 20 minutos com representantes do MTST antes da visita à arena, que vai receber a partida entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho, e outros cinco jogos do Mundial. "A presidenta determinou que o Ministério das Cidades viabilizará o acesso desse grupo ao programa Minha Casa, Minha Vida", disse a assessoria de imprensa do Planalto.

Haddad negou ter pedido aos militantes para parar com a série de protestos que atrapalharam o trânsito da capital paulista nesta quarta. "Nós não fazemos esse tipo de acordo", afirmou. O prefeito disse que o encontro foi produtivo, mas que ainda é preciso analisar a situação do terreno, se ele pode ser desapropriado. "Havia uma suspeita de que se tratava de um contribuinte devedor, mas não havia nada. Vamos falar com os proprietários, que também têm os seus direitos", disse Haddad.

Ana Paula Ribeiro, coordenadora do MTST, não estava presente na reunião, mas disse que a pauta fechada pelo movimento incluía itens como a intervenção da prefeitura para congelar aluguéis de regiões valorizadas por obras da Copa. Integrantes do MTST disseram que Haddad se comprometeu a desapropriar a área, mas só se o governo federal enviasse recursos, e ainda estuda formas para desapropriar o terreno.

Nesta quinta-feira, mais de 1.500 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) junto ao MTST ocuparam o prédio da empresa Odebrecht, construtora da Arena Corinthians, na zona oeste da capital paulista, com o objetivo de "denunciar a atuação da empresa que gera impactos à vida da população do campo e da cidade", segundo o MST.

Visita

Durante a visita à Arena Corinthians, Dilma conheceu obras no entorno do estádio, pisou no gramado e visitou locais da arena, que terá capacidade para cerca de 68 mil pessoas na Copa. Ela também conversou e cumprimentou operários, que a presentearam com um capacete dourado.

Dilma estava acompanhada de diversos políticos, além de Haddad, e alguns notoriamente corintianos, como Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo paulista. Também estavam presentes a vice-prefeita Nádia Campeão, o 1º vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e o ex-presidente do Corinthians e pré-candidato a deputado federal André Sanchez (PT).

O estádio ainda passa por obras e precisa finalizar a instalação de parte das cadeiras provisórias (cerca de 20 mil lugares).

As obras na arena, que deveria ter ficado pronta em dezembro, estão atrasadas principalmente por causa de um acidente com um guindaste que matou dois operários no final de novembro. Outro trabalhador morreu em março ao cair de uma altura de 8 metros.

O principal evento-teste do estádio acontecerá no dia 18 de maio, com a partida entre Corinthians e Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro. O público estimado para este jogo é de 50 mil pessoas.

Com Reuters

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