“Renan nos afirmou: a CPI será específica”, diz líder do PSDB na Câmara

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Imbassahy afirmou ter recebido do presidente do Senado o compromisso de que comissão investigará somente a Petrobras

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy (BA), diz ter recebido o compromisso do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que qualquer CPI que possa ser instalada no Congresso Nacional a respeito da Petrobras servirá para investigar somente a estatal petrolífera. O governo deseja que a CPI seja restrita ao Senado e investigue outros temas, como o Metrô de São Paulo e a construção do Porto de Suape.

Petrobras: Renan antecipa sessão do Congresso para apressar indicações à CPI

Leia mais: Renan recorre ao plenário do STF contra decisão sobre CPI

“Renan nos afirmou que sobre esse assunto não há nenhuma dúvida. A CPI é específica, seja só no Senado, seja também na Câmara”, disse o tucano. “Renan disse que esse é um assunto superado. Apenas ele cumprirá com a tarefa de solicitar aos membros do Senado e da Câmara os nomes para compor a CPI mista”, afirmou Imbassahy sobre a decisão de Renan de convocar para esta quarta-feira uma sessão extraordinária do Congresso Nacional para tratar das questões de ordem envolvendo a criação da CPI e também para pedir que os partidos indiquem os membros de uma eventual comissão mista.

Imbassahy falou também a respeito da estranha situação em que governistas defendem que uma comissão seja criada no Senado sem a participação da Câmara ao mesmo tempo em que deputados cobram participação nas investigações. “Esse é o jogo dos partidos que apoiam a presidente Dilma, tentar fazer com que tenha duas CPIs em funcionamento para que nenhuma funcione bem”, criticou ele. “Pode até acontecer das duas serem instaladas, mas a lógica é o funcionamento da CPI mista, Câmara e Senado”, defendeu ele.

O líder tucano disse que Renan é pressionado pela própria presidente Dilma Rousseff para que a CPI fique restrita ao Senado, território em que o Planalto tem mais margem. “Não é o conflito entre CPIs. O que existe é um desejo, do Palácio do Planalto, da presidente Dilma em protelar o máximo possível a instalação da CPI. É isso que os partidos que apoiam a presidente Dilma estão fazendo, tentando manobrar, de maneira regimental, para que se tenha apenas o funcionamento da CPI do Senado. No Senado, é sabido, o Palácio do Planalto tem um número maior de componentes, um controle efetivo sobre o Senado. Sobre a Câmara não, por isso a CPI tem de ser mista”, disse ele.

Leia tudo sobre: cpi da petrobrasimbassahy

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas