PPS paulista ainda luta para manter a aliança com os tucanos no Estado

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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No plano nacional, o partido está ao lado do PSB, Rede e PPL e apoia a candidatura de Eduardo Campos à Presidência

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O comando do PPS paulista ainda acredita que poderá salvar sua coligação com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa a reeleição. No plano nacional, o partido está ao lado do PSB, Rede e PPL e apoia a candidatura do ex-governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência, tendo a ex-ministra Marina Silva, líder da Rede, como vice. Campos e Marina já anunciaram a intenção de lançar um nome para enfrentar Alckmin, partidário do presidenciável Aécio Neves. Consideram a decisão importante para alavancar o projeto nacional, além de reforçar a imagem no maior colégio eleitoral de terceira via, distante de tucanos e petistas. A decisão, no entanto, enfrenta resistências de líderes regionais tanto do PSB quanto do PPS, tradicionalmente aliados do PSDB no Estado.

A intenção do diretório estadual do PPS é lançar o deputado federal Roberto Freire ao Senado, com o apoio do governador. O argumento é matemático. Os líderes partidários calculam que Freire teria quase 7 minutos de TV e poderia usá-los para apresentar Campos aos paulistas. Sem apoio dos tucanos, o tempo de campanha ao Senado seria em torno de um minuto e meio. Freire é presidente nacional do partido e mudou o domicílio eleitoral de Pernambuco para São Paulo antes da eleição passada. O presidente do PPS paulista, David Zaia, deixou o secretariado de Alckmin para poder disputar a eleição deste ano. Dentro do PSB, o presidente estadual Márcio França e os prefeitos de três das principais cidades administradas pelo partido no Estado (Campinas, São José do Rio Preto e Marília) também preferiam ficar ao lado dos tucanos.

Fé na desistência

Depois de Campos oficializar sua decisão, França já anunciou seu desejo de disputar o Palácio dos Bandeirantes. Para o PPS, não seria difícil convencê-lo a abandonar a candidatura própria e se alinhar novamente ao governador tucano. O socialista já havia expressado diversas vezes o desejo de ser vice de Alckmin.

Os nomes da Rede

O problema é que outros nomes já surgiram para concorrer nas eleições majoritárias. Filiado ao PPS, mas ligado à Rede, o vereador paulistano Ricardo Young manifestou sua disposição de se candidatar o Senado. A Rede também ofereceu dois nomes para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes: Celio Turino e João Paulo Capobianco.

Aliado de Erundina

Contrária desde o início ao apoio aos tucanos, a deputada Luiza Erundina (PSB) tem defendido a candidatura do coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari. O advogado foi secretário municipal quando Erundina comandou o Executivo paulistano. Uma coligação com o PV, antigo partido de Marina, seria outra possibilidade.

Apoio ao carioca nascido em Minas

O PSD do Rio deve apoiar o governador Luiz Fernando Pezão, que tentará um novo mandato, e o presidenciável Aécio Neves (PSDB). O ex-deputado Índio da Costa, afirmou que o apoio ao tucano no estado se deve a questões regionais. "O Aécio é carioca", explicou. Apesar de algumas piadas maldosas, principalmente quando o senador mineiro foi governador de seu Estado, ele nasceu oficialmente em Belo Horizonte.

Dirigente diz que PSD nacional segue com Dilma

Apesar de apoiar a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, o presidente do PSD do Rio, Índio da Costa afirma que não existe a possibilidade de o diretório nacional do partido romper o acordo de estar ao lado da reeleição da presidente Dilma Rousseff. O apoio à petista foi acertado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Ele deu liberdade, no entanto aos diretórios regionais. Além do Rio, o partido está com Aécio em Minas. Em Pernambuco, com Eduardo Campos (PSB).

“Queremos uma definição clara, porque ‘jornada exaustiva e trabalho degradante’, juntos, fazem com que alguns trabalhos sejam considerados análogos à escravidão” - Kátia Abreu, senadora (PMDB-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reclamando dos critérios de inclusão na “lista suja” do Ministério do Trabalho

*Com Leonardo Fuhrmann

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