Márcio França diz que sua prioridade agora é disputar o governo paulista

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Parlamentar tem sido sondado para assumir a coordenação da campanha presidencial de Campos e diz que pode assumir o posto desde que não tenha de abrir mão de sua candidatura

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Depois de ser um dos principais defensores dentro do PSB do apoio do partido à reeleição do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado federal Márcio França agora diz que não abre mão de enfrentá-lo em outubro. O parlamentar tem sido especulado para assumir a coordenação da campanha presidencial de Eduardo Campos. França preside o partido em São Paulo, onde vai ficar o comando da campanha do ex-governador de Pernambuco. Ele afirma que pode assumir o posto, desde que não tenha de abrir mão de sua candidatura na sucessão estadual. “Eu preferia estar exclusivamente concentrado na disputa em São Paulo, mas somos um partido pequeno e temos de nos desdobrar para fortalecer nossa campanha nacional”, afirma.

Por enquanto, a gestão da pré-campanha de Eduardo Campos está nas mãos de Carlos Siqueira, primeiro secretário nacional do PSB e presidente da Fundação João Mangabeira. Márcio França conta que foi convencido pelo presidenciável da necessidade de uma candidatura própria em São Paulo. Agora, o deputado busca possíveis aliados para não sair com uma chapa pura. Maior colégio eleitoral do País, o Estado tem sido tratado como estratégico pelos dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff, que vai buscar a reeleição. O tucano Aécio Neves busca um vice e um coordenador de campanha paulistas e anunciou o desejo de lançar sua campanha no Estado. Campos deve morar em São Paulo durante a disputa e contrariou os principais líderes do diretório estadual de seu partido para impor uma candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes.

Procure Saber teve efeito contrário

Autor do projeto que acaba com a censura prévia a biografias, o deputado Newton Lima (PT-SP) acredita que o grupo Procure Saber acabou favorecendo a tramitação da proposta na medida em que deu publicidade ao tema. Artistas como Roberto Carlos, Chico Buarque e Caetano Veloso formaram o grupo para mobilizar a opinião pública contra o projeto. Do outro lado da disputa se colocaram jornalistas, escritores e editores. Com relatoria do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a proposta deve ser votada nesta semana. Apesar de haver resistências, o acordo de todos os partidos para o regime de urgência na votação do tema indica uma boa possibilidade de aprovação.

Disputa pelo nome da comissão

A possibilidade de dar um nome da Comissão Especial que analisa a PEC215/2000 causou polêmica. A emenda dá poder ao Congresso Nacional para demarcar e homologar as terras indígenas, de quilombolas e unidades de preservação ambiental. Atualmente, essas decisões são tomadas por órgãos técnicos do Poder Executivo. O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) sugeriu batizar o trabalho do grupo de “Novo Pacto Indígena para o século XXI”.

Para deputada, PEC ameaça direitos do índio

A deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) reagiu à sugestão de Mandetta. Para ela, a ideia da emenda não tem nada de pacto, pois apenas dificulta o acesso dos indígenas a seus direitos e favorece os ruralistas. “A verdadeira intenção dos ruralistas é negar os direitos dos povos indígenas e tratá-los como cidadãos de segunda categoria, com privilégios claros para os setores econômicos da mineração e do agronegócio. Os índios são a população mais empobrecida e mais agredida no País e eles querem tornar isso pior”, afirmou.

Santos-Brasília

O ex-deputado estadual do PT paulista Fausto Figueira será o assessor parlamentar do ministro da Saúde, Arthur Chioro. Os dois são médicos e nascidos em Santos, no litoral paulista. Figueira havia indicado Chioro para seu cargo anterior, de secretário de Saúde em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Quem anunciou a nomeação de Figueira foi o ex-ministro Alexandre Padilha, em recente viagem a Santos.

Paulo Pereira da Silva, deputado federal (SDD-SP) e sindicalista, sobre a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais: “Toda e qualquer reivindicação dos trabalhadores enfrenta a maioria do Congresso contra, por isso estamos nessa luta há tanto tempo”

* Com Leonardo Fuhrmann

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