Funcionário do iFHC nega ser divulgador de boatos contra Lulinha

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Assessoria de imprensa do instituto afirma que Daniel Graziano nunca participou das postagens de usuários da página Observatório Político, ligado à entidade, contra o filho de Lula

Brasil Econômico

Depois de faltar três vezes a convocações para depor, o coordenador do departamento administrativo do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), Daniel Graziano, deve comparecer na próxima terça-feira ao 78º DP (Jardins), em São Paulo, para prestar esclarecimentos em um inquérito instaurado para investigar a divulgação de boatos publicados na Internet contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula. Segundo a assessoria de imprensa do instituto, criado pelo próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando deixou o Palácio do Planalto, Daniel faltou no último dia 22 em razão de uma viagem. O jovem é filho do engenheiro Xico Graziano, coordenador da área de Internet da pré-campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB).

Mosaico: Filho de assessor de FHC é convocado para explicar boatos contra Lulinha

Em resposta enviada ontem a Mosaico Político, a assessoria de imprensa do iFHC afirma que Daniel Graziano nunca participou das postagens de usuários da página Observatório Político, ligado à entidade, contra o filho de Lula. “Ele está sendo chamado, pois na função de gerente administrativo, todos os sites do iFHC estão registrados no Registro BR em nome dele”, explica. Informa ainda que os comentários que motivaram o caso foram eliminados em outubro de 2013. “Após esse mês, o site passou a ser pré-moderado para evitar a repetição de comentários do mesmo gênero. O iFHC repudia qualquer forma de rebaixar o debate público ao nível do ataque pessoal. E lamenta o ocorrido”. Outras cinco pessoas estão sendo chamadas para dar explicações sobre boatos contra Lulinha. Duas já apresentaram suas versões e outras três ainda não foram localizadas pela polícia.

Plano local

As especulações sobre a possibilidade da senadora Ana Amélia (PP-RS) ser vice na chapa do presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) não animaram seu partido, principalmente no Rio Grande do Sul. O PP não elegeu nenhum governador na eleição do ano passado e ela, segundo as últimas pesquisas, lidera a disputa pelo governo gaúcho.

Em defesa da água

O Consórcio PCJ - que representa 43 municípios e empresas baseados nos mananciais dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, no interior paulista – farão um ato hoje para pedir que o governo paulista decrete calamidade pública por falta de água. Fazem parte do consórcio grandes empresas como Unilever, Ambev e Nivea.

Amor adolescente

Quanto fazia um discurso inflamado em defesa da CPI exclusiva da Petrobras, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi interrompido por gritos que vinham da galeria. Eram adolescentes de uma escola que faziam turismo cívico no Congresso. Em coro, os adolescentes cantavam "Pedro Simon, eu te amo".

Liberação de biografias vai a plenário

O projeto de lei que extingue a censura prévia a biografias deve ir a plenário na Câmara dos Deputados na próxima semana. A expectativa é do relator, deputado Newton Lima (PT-SP), e conta com o apoio do presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN). O regime de urgência para apreciação da proposta foi aprovada nesta semana. Lima incorporou uma emenda do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que dá celeridade aos processos de crimes contra a honra em biografias.

Corrida para se antecipar à decisão do STF

Existe uma perspectiva dentro do Congresso de aprovar a lei antes que a censura prévia seja cassada pelo STF, que analisa uma ação direta de inconstitucionalidade sobre o mesmo assunto. A ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, já realizou uma série de audiências públicas sobre o assunto e pode levar o assunto à corte a qualquer momento. Para Newton Lima, a repercussão do movimento Procure Saber, criado por artistas que defendiam a manutenção da lei atual, acabou colaborando com a mobilização para aprovar a mudança.

Carlos Lereia, deputado federal (PSDB-GO), que teve seu mandato suspenso por 90 dias por sua ligação com o bicheiro: “Tenho altivez para dizer que não nego amizade. Carlos Cachoeira era e é ainda meu amigo”

*Com Leonardo Fuhrmann

Colaborou Edla Lula

Leia tudo sobre: mosaico político

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas