Para líder petista, indefinição de Vargas é pior que a própria renúncia

Por Marcel Frota - iG Brasília |

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Vicentinho defendeu que correligionário suspeito de atuar em parceria com doleiro preso pela PF tome uma decisão final sobre permanência na Câmara

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP), concordou que a indefinição de André Vargas (PT-PR) sobre sua renúncia pode ser pior do que a renúncia em si. Vargas chegou a dizer que renunciaria ao mandato nesta terça-feira, porém, resolveu adiar a decisão. O petista é alvo de processo no Conselho de Ética da Casa depois que a Polícia Federal encontrou indícios de que o deputado mantinha relações com o doleiro Alberto Youssef. O doleiro foi preso no dia 17 de março na operação Lava Jato da PF.

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Conselho de Ética pedirá que presidente da Câmara rejeite renúncia de Vargas

“Acho que fica sangrando, não é bom. Resolve”, disse Vicentinho. “De fato é uma coisa que constrange um pouco”, acrescentou ele sobre a indefinição do colega. “O ideal é ter uma posição definida, seja lá qual for. Até porque, cabe a ele renunciar ou não renunciar ao mandato dele”, defendeu o líder. Vicentinho diz ser favorável à decisão de Vargas de renunciar a primeira vice-presidência da Casa.

O líder do PT afirmou que Vargas sente-se mal por achar que sua situação já está definida no Conselho de Ética da Câmara. “O relator já anunciou pelos jornais que vai condená-lo”, criticou Vicentinho em referência a Júlio Delgado (PSB-MG) relator do processo no Conselho de Ética. “Ele deve estar se sentindo muito mal porque o que for falar não vai a adiantar (em sua defesa)”, acrescentou o líder petista.

Vicentinho procurou minimizar quaisquer prejuízos eleitorais que o caso Vargas possa ter. Vargas havia assumido protagonismo na articulação da pré-candidatura da senadora Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná. Há suspeita de que Vargas poderia ter agido em defesa do doleiro em projetos no Ministério da Saúde, o que prejudicaria Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo. As denúncias poderiam ainda ter efeito sobre a reeleição de Dilma Rousseff. “Não acho que tem não (influência). É um caso de um companheiro que está passando por essa situação”, resumiu o líder da bancada.

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