Petistas já pedem ação rápida contra Vargas

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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Setores na bancada petista são favoráveis a uma ação rápida e exemplar contra o deputado André Vargas para afastar o partido das denúncias de supostas irregularidades

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O momento eleitoral delicado – com a presidente Dilma líder nas pesquisas de intenção de voto, mas em queda preocupante, assim como a avaliação de seu governo – agrava ainda mais a situação do deputado federal André Vargas (PT-PR). Já há setores na bancada petista favoráveis a uma ação rápida e exemplar contra ele, até para afastar o partido das denúncias de supostas irregularidades cada vez mais graves contra dirigentes da Petrobras indicados por políticos. Documentos da Polícia Federal reforçam as suspeitas de que dirigentes teriam recebido propina de fornecedores, sócios e clientes. Vargas, além de ser apontado como um parlamentar influente dentro da Petrobras, surge com uma proximidade constrangedora com o doleiro Alberto Youssef.

Alan Sampaio / iG Brasília
O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR)

Já há um pedido do DEM à Comissão de Ética da Câmara para investigar Vargas. O deputado voou em um jato emprestado pelo doleiro e há indícios, em trocas de mensagens flagradas pela polícia, de que tenha intermediado seus interesses no governo. Ele nega qualquer irregularidade, se diz amigo do doleiro há mais de 20 anos e garante não ter conhecimento sobre negócios suspeitos. Adversários internos o consideraram hesitante e pouco convincente, inclusive porque Youssef frequenta páginas policiais desde a década passada. Só se livrou de estar preso no caso do Banestado por ter optado pela delação premiada. Ao PT, Vargas reage e coloca o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, como suposto responsável por vazamentos de informações que o comprometem. O estilo histriônico e ataques pontuais ao governo pioram a situação de Vargas na bancada.

Operação sigilosa, mas nem tanto

Em uma das blitze da PF e outros órgãos do governo para resgatar trabalhadores em condições análogas às de escravos em cruzeiros de luxo em Santos, no litoral paulista, foram descobertos integrantes de uma equipe de tevê que se passavam por fiscais do Ministério do Trabalho. A operação era sigilosa. Houve confusão e a equipe teve de dar explicações à polícia. O fato aconteceu no mês passado e só foi revelado agora. O Ministério do Trabalho não se manifestou.

É preciso convencer primeiro a mãe

Se quiser ter a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) como sua vice, o presidenciável tucano Aécio Neves precisará convencer a mãe da parlamentar, Claudia. Por enquanto, ela não é favorável à possibilidade de a filha deixar o Legislativo para integrar a chapa. Claudia é tratada pela deputada como sua conselheira política. Afinal, a ideia de a filha ingressar na política foi sua. Mara diz não ter sido procurada por ninguém do partido para tratar do assunto. Mas colegas no Congresso já falam da eventual necessidade de reformar o Palácio do Jaburu, sede da vice-presidência, para garantir a acessibilidade a Mara, que é tetraplégica.

Em alta na telinha

Emissoras de TV de Pernambuco geraram 172 horas de programação com citações ao governo de Eduardo Campos. Dessas, 44% foram positivas e somente 7% negativas. Quem mais citou o governo foi a TV Clube/Record, seguida da TV Tribuna/Band.

Sem apoio, Heloisa Helena perde espaço para Collor

A vereadora de Maceió Heloisa Helena (Psol) perdeu espaço para o ex-presidente Fernando Collor (PTB) na disputa ao Senado em Alagoas, com a desistência do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB). Ela era a líder, agora tem 32% e Collor, 38%. A queda era esperada, pois Heloísa também não tem apoio de parte do Psol, do qual pretendia se desligar.

“Hoje, a população vive momentos de ocupação de territórios e a polícia está lá presente. Temos muito a fazer, mas já fizemos muito também"

Luiz Fernando Pezão (PMDB), ao tomar posse como novo governador do Rio

*Com Leonardo Fuhrmann

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