Colagem do material acontece no dia do golpe militar, que mergulhou o Brasil em 21 anos de ditadura há 50 anos

Cartazes trazem Dilma como ‘procurada’ e Bolsonaro como ‘presidente 2014’
Sérgio Branco
Cartazes trazem Dilma como ‘procurada’ e Bolsonaro como ‘presidente 2014’

Cartazes apócrifos – um que mostra a imagem da presidente Dilma Rousseff como procurada logo abaixo de outro que traz o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) como presidente em 2014 – foram pregados em árvores e postes próximos à estação Butantã do metrô, na zona oeste de São Paulo. A colagem do material acontece no dia do golpe militar, que mergulhou o Brasil em 21 anos de ditadura há 50 anos.

Araguaia: China já treinava guerrilheiros um ano antes do golpe

Infográfico: os 10 fatos no Brasil e no mundo antes e depois de 1964

Franklin Martins: 'Forças Armadas devem pedido formal de desculpas'

Defensor do regime militar, Bolsonaro foi protagonista de um tumulto na Câmara nesta terça-feira (1º) ao tentar fazer um discurso em defesa do golpe e estender uma faixa com “Parabéns, militares!”. Nas mãos, o deputado ainda carregava um exemplar do livro do coronel Carlos Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi e acusado de torturas por ex-militantes do regime. No plenário, os contrários a Bolsonaro viraram as costas para ele, cantaram o Hino Nacional e o chamaram de ditador.

Dilma, que foi presa e torturada durante a ditadura, fez um discurso ontem no Palácio do Planalto em que disse que nem o golpe nem as atrocidades cometidas na ditadura podem ser esquecidos. E afirmou que defende os pactos que garantiram o fim da ditadura, dando sinais de que apoia a Lei de Anistia, de 1979, que vem sendo questionada por movimentos favoráveis à punição de torturadores.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.