Logo após o golpe, blindados e viaturas ocuparam as ruas, assim como estudantes, militantes e sindicalistas. Há exatos 50 anos teve início o período de exceção que duraria 21 anos

O golpe de 1964 começou a ser traçado muito antes de as tropas militares iniciarem a marcha rumo ao Rio de Janeiro para tirar do poder o presidente eleito João Goulart, em 31 de março. O discurso de Jango em defesa das reformas de base incomodava parte da elite e da classe média, bem como setores conservadores da Igreja Católica, contrários ao que diziam ser uma “ameaça comunista”.

50 anos do golpe militar:  Fantasmas da ditadura ainda assombram o Brasil 

Uma vez consolidado o golpe militar, blindados, viaturas e carros de combate ocuparam as ruas das principais cidades brasileiras. Era a repressão dando as caras no dia seguinte à saída do presidente. Universidades, sedes de partidos políticos, associações e sindicatos foram invadidos; a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), incendiada. A resistência também estava pronta para ir às ruas contra o regime de exceção, mas ainda sem saber que aquele 1º de abril duraria 21 anos. 

Veja abaixo imagens históricas do acervo do projeto Brasil Nunca Mais.  As fotos, retiradas de processos, retratam a ação da polícia política ao acompanhar as manifestações do período, buscando identificar pessoas e marcar lideranças. 


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