Até no PT já se admite CPI da Petrobras

Por Brasil Econômico , Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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Setores do partido avaliam que desgaste causado pelo episódio da compra da refinaria nos EUA não será superado tão cedo

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Setores do PT avaliam que o desgaste causado ao governo pelo episódio da compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, não vai ser superado tão cedo. O assunto continuará a ganhar espaço no noticiário nas próximas semanas. Petistas já admitem, inclusive, a possibilidade de ser aprovada a proposta de CPI no Congresso para apurar o polêmico negócio. Parlamentares contam ter ouvido do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que a presidente Dilma decidiu se posicionar agora sobre as "informações incompletas" do relatório "tecnicamente e juridicamente falho" que orientou a compra da refinaria para se preservar, pois o assunto viria a público mais adiante. Dilma decidiu, também, partir para a ofensiva e responsabilizar eventuais culpados.

A oposição fala na criação de uma comissão mista, com deputados e senadores, para tratar também das denúncias de suposto pagamento de suborno vindas da Holanda e sobre a construção da refinaria de Abreu e Lima (PE), em parceria com a petrolífera estatal da Venezuela. Mas a oposição lembra que depende de apoio do PMDB e de outros partidos governistas para conseguir as assinaturas suficientes. Por enquanto, líderes destes partidos têm dito que apoiam as investigações e as denúncias são graves. Preferem, no entanto, esperar as investigações do TCU, da PF e do Ministério Público antes de aderir à CPI, pois temem que a comissão se torne um palanque eleitoral. Resta saber até quando o governo vai querer ficar a mercê da ameaça de CPI ou de convocação de autoridades para tratar do tema, que poderiam se repetir a cada rebelião na base.

Em SP, PR mais distante de Alckmin

Próximo de apoiar a reeleição de Dilma, o PR deve deixar os diretórios regionais livres para se aliarem nas eleições estaduais conforme as necessidades regionais. A prioridade é conseguir aumentar as bancadas e, assim, fortalecer o partido. Em São Paulo, o partido tem negociações com três dos principais candidatos: o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa a reeleição; o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB); e o ex-ministro Alexandre Padilha (PT). Por enquanto, Skaf e Padilha estão em vantagem, pois já ofereceram a possibilidade de o PR indicar o vice dentro da chapa majoritária. A expectativa é que a decisão saia no mês que vem.

Barulho verde

A candidatura presidencial do ex-deputado Eduardo Jorge (PV-SP) promete ser, ao menos, polêmica. A proposta de programa de governo inclui a regulação da venda da maconha e a legalização do aborto. Fala em referendos pela internet, voto distrital misto e em fixar o número de ministérios em 14.

Comissão ouve delegado acusado

A Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo irá ouvir hoje, às 11 horas, Dirceu Gravina, delegado em Presidente Prudente (SP), apontado como um dos mais ferozes torturadores do Doi-Codi paulista, na época do regime militar. Gravina, que era conhecido como JC, em alusão a Jesus Cristo, é acusado de envolvimento no desaparecimento do sindicalista Aluízio Palhado Ferreira, em 1971. Também vão depor Lenira Machado e Rita Sipahi, que o acusam de tortura.

Lindbergh teme ‘custo político' de alianças

O candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, é criticado em seu partido por não fazer alianças. Aliados do petista dizem que, na verdade, ele tem se mostrado contrário a algumas possíveis alianças, por causa do "custo político", já que pretende apresentar um programa mais à esquerda. O PDT, que deseja a vice, seria um desses aliados que não o anima muito.

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