Líder do PMDB diz que partido votará a favor do Marco Civil da Internet

Por Agência Câmara |

compartilhe

Tamanho do texto

Segundo Eduardo Cunha (RJ), o partido mudou de posição e retirou as propostas de alteração após as mudanças realizadas no texto pelo relator do projeto, Alessandro Molon (PT-RJ)

Agência Câmara

O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse na tarde desta terça-feira (25) que a bancada do partido vai votar favoravelmente à proposta do Marco Civil da Internet, que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados hoje. Segundo ele, o partido mudou de posição em virtude das mudanças realizadas no texto pelo relator da proposta, Alessandro Molon (PT-RJ).

Entenda: Os principais pontos do Marco Civil que deve regulamentar a internet

Na manhã de hoje, Molon confirmou que vai suprimir do texto a obrigatoriedade de instalação de datacenters no Brasil pelas empresas de internet. Além disso, ele vai alterar o dispositivo que determina que a regulamentação das exceções à neutralidade da rede será feito por decreto da Presidência da República.

Ele pretende deixar claro que esse regulamento deverá seguir a determinação constitucional de “fiel execução da lei”. Segundo ele, isso significa que o regulamento só poderá tratar das exceções à neutralidade previstas na lei - ou seja, para serviços de emergência e por razões técnicas.

Poder Online: Parlamentares entregam assinaturas em defesa do Marco Civil

Leia mais: Marco Civil está pronto para votação, diz Henrique Alves

Após a reunião da bancada do PMDB, Cunha confirmou ainda que o partido retirou todos os destaques que havia apresentado à proposta do Marco Civil. Mas, segundo ele, a bancada continua sendo contrária ao artigo 20, que determina que os provedores de internet só serão considerados responsáveis por publicações ofensivas postadas na rede caso descumpram ordem judicial mandando retirar o conteúdo. “Se algum partido apresentar destaque pela retirada desse artigo, a bancada votará pela rejeição do artigo”, ressaltou.

Cunha acredita que, só com uma notificação do ofendido, a empresa já deva ser responsabilizada, caso não retire o conteúdo. Porém, o relator afirma que isso fere a liberdade de expressão na rede e já se manifestou contrariamente à alteração desse ponto do texto.

Leia tudo sobre: marco civil da internet

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas