Reuniões voltam a discutir Marco Civil

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Eduardo Campos chegou a defender o adiamento da votação do projeto para o ano que vem, para que as eleições não contaminassem o tema

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reuniu na noite de terça-feira com o relator do projeto de Marco Civil da Internet, Alessandro Molon (PT-RJ), e representantes do PR, PSB, PTB e PDT. O objetivo era discutir principalmente uma opção para resguardar os dados dos brasileiros na rede. Na proposta em pauta, a solução é a criação de datacenters no País. O projeto deve ser discutido no colégio de líderes na manhã de hoje e, à tarde, no plenário. A votação deve ficar para terça-feira. Molon afirma que a neutralidade é um dos pontos inegociáveis do Marco Civil. Para ele, os substitutivos do DEM e do PMDB são falhos neste aspecto. O parlamentar vê um clima melhor na Câmara e crê que a proposta deve ser aprovada mesmo com a resistência da oposição e de setores da base governista.

Uma das articuladoras da proposta, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) lembra que o projeto foi uma resposta à proposta sobre crimes cibernéticos do ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Para militantes especializados na rede, Azeredo criminalizava assuntos que deveriam ser tratados na esfera cível. Presidenciável do partido da deputada, Eduardo Campos chegou a defender o adiamento da votação para o ano que vem, para que a disputa eleitoral não contaminasse o tema. Segundo ele, o governo quer aprovar a lei agora para transformá-la em trunfo durante a Conferência Internacional Sobre Governança na Internet, a ser realizada no mês que vem, aqui no Brasil. Ele esteve no seminário Diálogos para o Futuro, da revista Carta Capital, do qual participaram também o ex-ministro Delfim Neto e o economista americano Paul Krugman.

Citações de cabeceira

Eduardo Campos (PSB) já escolheu citações para sua campanha: "Interessa-me o futuro porque é onde vou passar o resto da vida", de Woody Allen, e "O povo sabe o que quer, mas também quer o que não sabe", de Gilberto Gil.

Coalizão e colisão

Adversários da presidente Dilma já transformaram o conflito do governo com o PMDB na Câmara em mote de campanha. Para membros do PSB e do Psol, o caso é um exemplo da crise vivida pelo "presidencialismo de coalizão".

Amor infinito enquanto dura

Os economistas Delfim Neto e Paul Krugman, vencedor no Nobel de 2008, compararam o afeto do mercado à paixão humana. Para eles, o país que hoje é amado pelo capital financeiro global será substituído no momento seguinte.

Estudo analisa saneamento no Brasil

Será lançado amanhã o estudo inédito "Benefícios Econômicos do Saneamento Básico no Brasil", elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) em parceria com o Instituto Trata Brasil. A apresentação será durante o fórum "Água: gestão estratégica no setor empresarial", às 8h30, no Hotel Estanplaza, em São Paulo, com a participação de representantes do Conselho Mundial de Água e dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.

Anastasia sai, sem saber se será candidato

O governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), anunciou ontem que deixará o governo no próximo dia 4. Ele irá participar da campanha de Aécio à presidência e ainda não confirmou se será candidato a senador. Anastasia aguarda a definição do PMDB e PSB. Os peemedebistas também conversam com o PT. Quem assume é o vice, Alberto Coelho.

*Com Leonardo Fuhrmann

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