Mercadante e radicalização começam a enfraquecer blocão

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Após entrada do ministro no circuito, quatro partidos desembarcam de grupo criado na Câmara: PP, PDT, PSD e Pros

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A estratégia do governo começa a dar resultado e a atuação do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, já reduz a força do chamado “blocão”, grupo constituído dentro da Câmara dos Deputados. Depois da entrada do ministro no circuito, quatro partidos desembarcaram do grupo: PP, PDT, PSD e Pros. "A proposta era discutir a relação com o Planalto e não partir para o enfrentamento. Na medida que houve uma radicalização, a tendência natural é que o movimento perca o apoio", comenta o líder do PP, deputado Eduardo da Fonte (PE). Para ele, o movimento foi vitorioso na medida que obrigou o ministro a abrir um diálogo com os partidos da base aliada. Mercadante tem se reunido com os parlamentares. O principal artífice do grupo foi o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).

No mês passado, quando foi criado, o “blocão” chegou a contar com 290 deputados. Formado principalmente por partidos da base aliada, o grupo se autodenominava independente e provocou derrotas importantes ao governo, como a aprovação de convites e convocações de ministros, nesta semana. Da Fonte diz que seu partido havia deixado claro que não queria se afastar do governo. Ele evitou fazer críticas à estratégia de Cunha, que tem conseguido o apoio da bancada do PMDB. “Cada partido sabe o que quer da sua relação com o governo”, diz. Os dois chegaram a protagonizar uma discussão mais dura no plenário anteontem. “A discussão faz parte da política e da democracia”, desconversa o pernambucano. Depois da convocação do ministro das Cidades, do PP, ele queria a convocação de ministros do PMDB. A estratégia não deu certo.

Ex-presidente do Corinthians cogita candidatura a deputado pelo PT

Conselheiros do Corinthians ligados ao ex-presidente Andrés Sanchez espalham a informação de que ele não se envolverá na próxima eleição do clube, em janeiro, porque deve ser candidato a deputado federal pelo PT. Andrés, que se diz amigo de Lula, conta que o ex-presidente quer que ele seja candidato. Pessoas próximas do ex-dirigente dizem ter dúvidas se ele manterá o desejo de concorrer.

Codesp tem novo diretor

Enquanto se discute a possibilidade de a Secretaria dos Portos ir para o PMDB ou PSD, o ministro Antonio Henrique Silveira nomeou Luís Claudio Montenegro como novo diretor de Planejamento Estratégico da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A indicação foi vista como uma possibilidade de o ministro permanecer no cargo.

Disputa interna na PF afeta operações

A preocupação da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) vai além da campanha salarial. Para a entidade dos agentes, existe um clima tenso entre eles e os delegados, que comandam a instituição. Estes, já chegaram a um acordo salarial com o governo federal. O problema, somado com a falta de motivação e o pequeno efetivo de policiais provoca uma queda na qualidade do serviço prestado, segundo o presidente da federação, Jones Borges Leal. “Hoje, você não ouve mais falar daquelas operações que exigem um trabalho de inteligência mais apurado, com temas mais sensíveis ou contra estruturas mais complexas”, diz. Ele cita investigações de evasão de divisas.

PT pede afastamento de Robson Marinho

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo encaminhará até amanhã ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, Fulvio Biasi, um novo pedido de afastamento do conselheiro Robson Marinho, alvo de investigação do Ministério Público, do Superior Tribunal de Justiça e da procuradoria da Suiça por suposto recebimento de propina. O pedido também será encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Estado, Marcio Elias Rosa, e ao Ministério Público de Contas.

Roberto Requião, senador (PMDB-PR), sobre a PEC de sua autoria que cria um mandato fixo para ministros do Supremo: “A composição do STF não tem elementos que caracterizem o tribunal como parte da carreira da magistratura”.

*Com Leonardo Fuhrmann

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