Lupi pretende ser vice-governador do Rio, com Lindberg ou com Pezão

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Exonerado do Ministério do Trabalho em 2011, Lupi avisou a Mercadante que PMDB está disposto a dar ao PDT a oportunidade de ter o vice ou a vaga do Senado

O ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT-RJ), presidente nacional do PDT, quer ser vice-governador do Rio de Janeiro ou disputar uma vaga ao Senado. Para isso, Lupi tem apostado em duas frentes de negociação: uma com o PT, que deverá lançar a candidatura do senador Lindberg Farias ao governo, e outra com o PMDB, comandado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que deverá lançar a candidatura de Luiz Fernando Pezão.

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Agência Brasil
Lupi está sem mandato desde que deixou o ministério do Trabalho, em dezembro de 2011

Em reunião com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, nesta terça-feira (11), o ex-ministro, que deixou a pasta em dezembro de 2011, em meio a denúncias de irregularidades e nomeações de funcionários fantasmas, informou que o PDT só estará coligado no Rio com o PT, caso Lindberg Farias ofereça uma das vagas para a disputa majoritária aos trabalhistas. Ele deixou claro que, caso o PT não ceda, já teria a mesma oferta do PMDB.

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“O que sei é que sou candidato. Pode ser a vereador ou a presidente da República”, informou o ex-ministro.

Mercadante informou a Lupi que a presidente Dilma Rousseff já escalou seu chefe de Gabinete, Giles Azevedo, para tratar dos assuntos eleitorais. Assim que saiu do Planalto, Lupi, que chegou a conversar do presidente do PT, Rui Falcão, por duas vezes, tratou de marcar uma nova reunião com Falcão e Giles que poderá ocorrer na próxima semana.

Lupi está sem mandato desde que deixou o ministério do Trabalho, em dezembro de 2011, após denúncias de irregularidades na pasta e de que teria nomeado funcionários fantasmas. Ele também aponta a deputada estadual Cidinha Campos como um dos quadros do PDT com capacidade eleitoral para disputar as eleições majoritárias no Rio de Janeiro.

A conversa de Lupi fez parte da rodada de conversas que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, faz nesta terça-feira com dirigentes do PDT, do PROS, do PP e do PTB. Com o PMDB imerso em uma crise em relação à aliança prioritária com o PT, as conversas têm o objetivo de definir alianças e a parte que caberá aos outros aliados na reforma ministerial que está em curso devido às eleições.

Quanto a parte que caberá ao PDT na reforma, já está decidido que o partido terá o mesmo tamanho, ou seja, continuará no controle do Ministério do Trabalho, com Manoel Dias.

Depois da conversa com o PDT, Mercadante saiu para almoçar com o comando do PROS, aliado mais recente do governo e que reivindica o controle do Ministério da Integração Nacional, também alvo da cobiça do PMDB.

Além do PDT e do PROS, na ausência da presidente Dilma Rousseff que está em viagem ao Chile, Mercadante também adianta nesta terça-feira as conversas com o PP e com O PTB.

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