Em depoimento, Dirceu nega ter usado celular dentro da prisão

Por iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Ex-ministro preso no mensalão falou por videoconferência em sindicância que apura denúncia sobre privilégio na cadeia

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu negou nesta terça-feira (11), em depoimento por videoconferência, ter utilizado telefone celular de dentro do presídio da Papuda, no Distrito Federal (DF), onde cumpre pena pela condenação no mensalão.

A defesa de Dirceu disse que o depoimento à Vara de Execuções Penais (VEP) do DF durou cerca de 20 minutos.

Entenda: Amigo diz ter conversado por celular com José Dirceu em presídio

O processo de sindicância envolvendo o ex-ministro foi arquivado pela direção do presídio, mas a VEP determinou que a apuração fosse reaberta porque as partes envolvidas, como Dirceu e agentes penitenciários, não foram ouvidas. A decisão fez com que o pedido de trabalho externo fosse suspenso. Dirceu recebeu proposta para trabalhar no escritório do advogado José Gerardo Grossi, atuando na pesquisa de jurisprudência de processos e ajudando na parte administrativa. O horário de trabalho é das 8h às 18h, com uma hora de almoço.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 17 de janeiro, Dirceu conversou por telefone celular com James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia. Segundo a matéria, a conversa ocorreu por intermédio de uma terceira pessoa que visitou Dirceu. Na ocasião, a defesa do ex-ministro negou que a conversa tenha ocorrido, mas a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal abriu processo administrativo para investigar o caso.

No entanto, em ofício enviado à VEP, o Centro de Internamento e Reeducação, parte do presídio destinada a presos em regime semiaberto, informou que arquivou o caso porque não havia necessidade de apuração da suposta falta grave cometida. O diretor da unidade prisional concluiu que o fato era “inverídico”. Ao tomar conhecimento da medida, a Justiça determinou que a investigação fosse concluída e que os depoimentos do ex-ministro e dos agentes penitenciários, tomados.

Leia tudo sobre: Dirceumensalãojulgamento do mensalãopapuda

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas