Raupp diz que alianças regionais são o ponto de maior estresse e diz que PT pode abrir para discussão mais seis Estados

Reuters

Os presidentes do PMDB e do PT, aliados que têm protagonizado um clima tenso nos últimos dias, devem se reunir em breve para discutir alianças regionais para as eleições de outubro, um dos principais ingredientes do mal-estar entre as duas siglas, afirmou nesta segunda-feira o presidente peemedebista, senador Valdir Raupp (RO).

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"Não podemos é dinamitar as pontes, as pontes têm que estar sempre intactas para que a gente possa continuar avançando, conversando", disse Raupp a jornalistas, acrescentando que o partido preferencial para a formação de alianças do PMDB é o PT e vice-versa, nos moldes da aliança nacional.

De acordo com Raupp, a nova reunião, que também contará com a presença do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ficou acertada após encontro com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta segunda-feira.

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"Nós vamos possivelmente até quinta-feira marcar mais uma reunião com a cúpula do PMDB e do PT para discutir as alianças regionais, que estão causando nesse momento o maior estresse, o maior problema", disse Raupp a jornalistas.

"Há uma possibilidade de o Partido dos Trabalhadores abrir para discussão mais uns cinco, seis Estados, que ainda não estavam sendo discutidos, para alianças com o PMDB", afirmou, sem dizer quais seriam esses Estados.

As rusgas entre PT e PMDB são antigas, mas têm ficado mais evidentes nos últimos dias. A condução política da reforma ministerial que Dilma tem promovido para acomodar sua base, as alianças regionais e a relação do governo com o Congresso têm sido alvos de reclamações do PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer.

O acirramento chegou ao ponto de haver trocas de acusações entre lideranças das duas siglas, envolvendo inclusive o presidente do PT, Rui Falcão, e o líder da bancada peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que chegou a propor um rompimento da aliança PT-PMDB.

No âmbito regional, a situação é grave no Rio de Janeiro, onde petistas querem apresentar candidatura própria em vez de apoiar a candidatura do atual vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), e no Ceará, Estado onde Dilma tem preferência por apoiar o governador Cid Gomes (Pros) a fazer seu sucessor. O líder da bancada peemedebista no Senado, Eunício Oliveira, no entanto, não abre mão de disputar o governo cearense.

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