Rui Falcão defende volta de Lula e se diz 'indiferente' à candidatura de Barbosa

Por Natália Peixoto , iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente nacional do PT defendeu projeto para retorno do ex-presidente após segundo mandato de Dilma e voltou a endurecer em discurso sobre impasse com o PMDB

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou fazer parte do coro do partido que pede pela volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto. "Nós temos que reeleger a presidente Dilma para que Lula volte em 2018", disse na manhã desta sexta-feira (7) a jornalistas. "Eu, pessoalmente, acho que a volta do presidente Lula em 2018 faria muito bem ao Brasil".

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Divulgação/PT
Presidente nacional do PT, Rui Falcão, em evento nesta sexta-feira

Ele disse que o PT está "a todo vapor" na preparação para as eleições e respondeu aos rumores de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se afaste da Corte para se candidatar em 2014, à Presidência ou ao Senado. "Perguntaram para mim se eu gostaria de vê-lo no embate (eleitoral). Para mim é indiferente, nós não escolhemos adversários", afirmou Falcão. "Como político, eu acho que ele é um bom magistrado", disse, arrancando risos entre os presentes.

Ele também voltou a defender a tese de que o mensalão não existiu e se disse animado com a absolvição do ex-ministro José Dirceu, do ex-tesoureiro Delúbio Soares e do ex-deputado petista José Genoino dos crimes de formação quadrilha, no julgamento dos embargos infringentes, na última semana. "Esperamos agora que esse entendimento se repita no julgamento do recurso do João Paulo (Cunha) em sua condenação por lavagem. Para ser lavagem, é preciso saber da origem ilegal do dinheiro. E sacar direto do banco, deixando o RG, não faz parecer que o dinheiro seja ilegal", disse em defesa do colega de partido.

PMDB

Falcão voltou a repetir o discurso duro contra a rebelião do PMDB na Câmara que, segundo ele, apesar de aliado, se comporta como oposição. Em referência ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder do partido que insiste em manter a pauta da Casa trancada impedindo a votação do marco civil da internet, Falcão manteve o tom de cobrança.

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"Embora ele seja de um partido da base do governo, ele tem se comportado como oposição. Eu tenho pedido para que ele se defina", disse, ressaltando que o governo está aberto a negociações com o partido do vice-presidente Michel Temer, mas que há limites para as concessões. "Não são os projetos em votação na Câmara que estão travando a pauta, mas a briga por mais espaço (no governo)", disse, e emendou que não existe possibilidade de cederem um novo ministério ao PMDB, que já tem cinco, mas que existem possibilidades de conversas sobre cargos em outras esferas da administração, como postos em estatais.

Uma nova reunião entre a presidente Dilma, Temer e lideranças do governo está prevista para acontecer na próxima terça-feira (11), nos moldes da reunião da semana passada, para tentar acalmar os ânimos do PMDB. Sobre a candidatura do senador Lindberg Farias (PT) ao governo do Rio de Janeiro, cuja confirmação irritou o partido aliado no Rio, Falcão disse que é definitiva. "Nunca tivemos um candidato tão forte quanto o Lindberg, que será mantido contra todas as pressões", disse, reafirmando a crença na vitória do PT em Estados estratégicos como Rio, Minas Gerais e São Paulo.

Falcão participou nesta sexta-feira de café da manhã promovido pela agência EFE em São Paulo, onde falou à imprensa e a empresários espanhóis convidados, para quem defendeu a política econômica do governo Dilma e prometeu a continuidade do crescimento brasileiro. "Quero assegurar que quem continuar acreditando no Brasil vai ganhar ainda mais."

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