Morre aos 66 anos o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Partido lamentou a morte pelo Twitter esta manhã. Guerra exercia mandato de deputado federal por Pernambuco

Agência Câmara
Ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

Morreu na manhã desta quinta-feira (6), aos 66 anos, o deputado federal Sérgio Guerra (PE), ex-presidente nacional do PSDB e presidente estadual do partido em Pernambuco. Ele lutava contra um câncer de pulmão e estava internado com pneumonia havia 20 dias no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O velório e o enterro ocorrerão no Recife, onde nasceu.

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O PSDB lamentou a morte pelo Twitter por volta das 10h. "É com tristeza que informamos o falecimento do ex-presidente nacional do PSDB e presidente do ITV, deputado federal Sérgio Guerra", diz a mensagem.

Criador de gado e de cavalos de raça, Severino Sérgio Estelita Guerra nasceu em 1947, em uma família de políticos.  Sua entrada na política partidária se formalizou em 1981, quando se filiou ao PMDB. No ano seguinte, elegeu-se deputado estadual por Pernambuco. Em 1985, deixou o partido.

Até chegar à presidência do PSDB, o deputado passou pelo PDT (1985-1988) e PSB (1989-1999), legenda pela qual foi secretário estadual do governo de Pernambuco na gestão de Miguel Arraes. Deputado estadual por dois mandatos, entre 1982 e 1988, chegou ao Congresso Nacional em 1989 ocupando uma das cadeiras da bancada pernambucana na Câmara. Em 2002, ele chegou ao Senado, mesmo ano em que o PT elegeu Luiz Inácio Lula da Silva.

Na Casa, ele foi líder do partido e um dos principais críticos do governo do PT. Ele atuou em várias comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre elas, a dos Correios que investigou um esquema de compra de votos na base do governo.

Em 2006, Sérgio Guerra assumiu a campanha do candidato tucano à Presidência Geraldo Alckmin. No ano seguinte, foi eleito presidente nacional do PSDB no lugar do então senador Tasso Jereissati (CE). Em 2009, tentou formalizar um acordo com os pré-candidatos à Presidência da República pelo partido, o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o de São Paulo, José Serra. A proposta não vingou. Guerra foi coordenador da campanha de Serra, candidato do partido, que foi derrotado por Dilma Rousseff.

Na mesma eleição, com dificuldades políticas regionais, Guerra deixou o Senado para concorrer a um mandato na Câmara dos Deputados e assumiu como deputado federal em  2011, pela quarta vez.

Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com especialização em economia internacional na Universidade de Harvard (EUA), Guerra atuou também como secretário de Indústria e Comércio de Pernambuco em 1988 e 1997, secretário estadual de Ciência e Tecnologia, em 1989, e secretário estadual extraordinário, em 2001. 

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