PR vai cuidar de si nos Estados

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Na base de Dilma, sigla pode apoiar oposicionistas nos Estados

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O PR já esteve próximo de fechar o apoio em São Paulo à candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) a governador, mas agora já admite conversar com outros partidos para decidir qual será sua posição no Estado. A mudança se deve à decisão do empresário Maurílio Biagi Filho, que não aceitou o convite para ser vice na chapa petista. Com forte influência no setor do agronegócio e na região de Ribeirão Preto, Biagi inclusive já anunciou sua desfiliação do partido, a ser formalizada nos próximos dias. Ele havia se filiado exclusivamente para poder disputar a eleição deste ano, em um acordo articulado pelo ex-presidente Lula. A decisão de não ser candidato, segundo Biagi, foi baseada em questões pessoais e não o distancia dos petistas.

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Hoje, o PR conta com três deputados federais por São Paulo e um estadual. Boa parte do desempenho do partido na eleição passada se deveu à grande votação obtida pelo deputado Tiririca. Segundo o deputado federal Milton Monti (PR-SP), o partido atualmente ouve propostas também dos dois principais rivais de Padilha, o peemedebista Paulo Skaf e o tucano Geraldo Alckmin. A possibilidade de indicar um vice atrai, mas a maior preocupação é quem dará melhores condições para uma expansão da bancada. O comando nacional do partido deu liberdade para os diretórios regionais montarem seus palanques conforme as necessidades eleitorais em cada Estado. Integrante da base da presidente Dilma Rousseff, o PR deve apoiar sua reeleição. O principal candidato do partido a governador é o deputado federal Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro.

Mais amigos do ex-ministro

Assim como Biagi, o médico Claudio Lottenberg se filiou ao PR no ano passado. Presidente do hospital Albert Einstein e da Confederação Israelita do Brasil, ele foi um grande defensor do programa Mais Médicos, de Padilha.

Publicidade: valor liquidado foi maior

Em 2013, o governo de São Paulo pagou, em valor nominal, R$ 238 milhões em publicidade. O valor liquidado no Orçamento é de R$ 308 milhões e não de R$ 238 milhões como foi publicado no Mosaico Político de ontem.

Por eleições sem doação de empresa

Um grupo de parlamentares do PT, PMDB e Psol se reuniu ontem com o ministro do STF Teori Zavascki. Eles defenderam o fim do financiamento de campanha por pessoas jurídicas, em pauta por conta de uma ação da OAB.

PEC vai a plenário com urgência

A CCJ do Senado aprovou a PEC da senadora Ana Amélia (PP-RS) que afasta do cargo durante o período eleitoral os integrantes do Executivo que disputam a reeleição. O tema vai a plenário em regime de urgência, mas, mesmo se aprovado antes da eleição deste ano, só deverá valer a partir de 2018. No debate sobre o relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), diversos parlamentares defenderam a extinção da reeleição para prefeitos, governadores e presidente.

Vitória apertada mostra tensão em comissão

Com o deputado Assis do Couto (PT-PR) na Presidência da Comissão de Direitos Humanos, a frente parlamentar sobre o tema seria extinta ontem. Agora, seus criadores pensam em mantê-la. O problema foi com os oito votos (de um total de 18) ao nome avulso do conservador Jair Bolsonaro (PP-RJ), em evidente desafio ao acordo de líderes para eleger um petista.

Roberto Barroso, ministro do STF, ao submeter ao plenário a análise da manutenção do foro especial do ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB), réu do mensalão mineiro: “Essa é uma questão que deve ser decidida institucionalmente pelo conjunto dos ministros, e não individualmente pelo relator”.

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