Feliciano se despede de Comissão:  "Quem sabe até a Presidência em 2018?"

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Deputados que boicotaram presidência do deputado pastor retornaram depois de um ano de ausência

Rostos ausentes na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados foram pouco a pouco ressurgindo no plenário 9. Nomes emblemáticos como Erika Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP) e Nilmário Miranda (PT-MG). A ausência foi dos manifestantes que no ano passado lotaram o local para protestar contra Marco Feliciano (PSC-SP), atual presidente que passou o bastão. “Vou sentir falta”, brinca Feliciano para em seguida se corrigir. “Vou não porque estarei aqui na comissão como membro”, disse ele. Agora, o deputado diz estar focado em sua campanha à reeleição ao Congresso, deixando planos para concorrer ao Senado ou ao Governo de São Paulo para as próximas eleições. "Quem sabe até a Presidência em 2018?", provoca.

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Na votação que escolheu a nova direção da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Assis do Couto (PT-PR) foi eleito em votação apertada. Recebeu 10 votos contra 8 de Jair Bolsonaro (PP-RJ). Para a vice-presidência, Nilmário Miranda (PT-MG) foi o escolhido com 13 votos. Bolsonaro afirmou que a votação demonstra que a comissão está dividida. "Perdi por um voto. Se tivesse um voto, teríamos empate que persistira e como tenho mais legislaturas ficaria com a presidência", disse o deputado carioca.

Marcel Frota/iG Brasília
Feliciano na abertura dos trabalhos na Comissão de Direitos Humanos


O clima é mais ameno e os parlamentares que decidiram boicotar a comissão ocuparam as primeiras fileiras de forma discreta. Feliciano atendeu a pedidos de fotos no dia da despedida. Ele não esqueceu dos ausentes ao fazer um balanço do ano em que presidiu a comissão.

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“A beleza de nosso país está na democracia. Consegui provar que é posível suportar a pressão e permanecer. Fizemos um trabalho aqui na medida do possível, do ponto de vista dos deputados que vieram para a comissão, positivo. Trabalhamos intensamente e agora é hora de passar o bastão para o outro e que o outro faça um trabalho tanto quanto ou melhor que o nosso”, declarou ele.

Grupos protestam contra indicação de Feliciano para a presidência da Comissão de Diretos Humanos da Câmara, em 6 de março. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrSob protestos, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Foto: Alexandra Martins / Agência CâmaraOs protestos continuaram e Feliciano manda deter manifestante que o chamou de racista. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrFeliciano sofreu rejeição na Câmara. Ele diz que antes comissão era dominada por satanás. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm vídeo, Feliciano aparece criticando John Lennon, Mamonas e Caetano. Foto: Agência CâmaraComissão de Feliciano aprova cura gay e ele vira alvo dos protestos de junho. Foto: Futura PressManifestantes realizaram 'beijaço' em protesto contra o pastor Marco Feliciano. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressEm avião, passageiros cantam ‘Robocop gay’ para Feliciano. Foto: ReproduçãoPor ordem de Feliciano, apenas grupo favorável ao deputado pôde entrar na reunião da Comissão de Direitos Humanos. Foto: Agência CâmaraComissão de Feliciano, da qual Bolsonaro também faz parte, veta resolução sobre casamento gay . Foto: Agência Brasil

Pouco antes de chegar ao plenário da Comissão de Direitos Humanos, Feliciano posou para a foto oficial que constará na galeria dos ex-presidentes. Sobre Assis do Couto (PT-PR), indicado pelo PT para sucedê-lo, Feliciano disse a aliados que pelo menos a escolha foi por um “moderado”. Perguntado sobre sua atuação a partir de agora, resumiu a fala apenas e um protocolar “vou trabalhar pelos direitos humanos”. Questionado sobre projetos que pretende apresentar como membro da comissão, Feliciano deixou claro que a prioridade será eleitoral. “Meu projeto agora é reeleição”, resumiu, enterrando a possibilidade de concorrer ao Senado.

Ao discursar na abertura dos trabalhos, Feliciano agradeceu funcionários da Casa, mas criticou a ação de ativistas que ao longo do ano protestaram contra ele.

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