Com duas novas rubricas para publicidade, governo paulista aumenta gasto na área

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Antes a dotação era dividida só em 'propaganda e publicidade' e 'publicidade legal', mas o valor passou a ser destinado para 'publicidade institucional' e 'publicidade de utilidade pública'

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O valor total gasto com publicidade pelo governo paulista aumentou no ano passado, diferentemente do que levam a crer os comentários divulgados pela coordenadoria de imprensa do governo em nota enviada ao Brasil Econômico. Em valor nominal e liquidado, foram gastos mais de R$ 238 milhões. No ano anterior, foram R$ 160 milhões e, em 2011, R$ 98,8 milhões. Além do aumento total do valor, a outra novidade do Orçamento do governo de 2013 foi a criação de duas novas rubricas para os gastos com publicidade. Antes a dotação era dividida em “propaganda e publicidade” e “publicidade legal”. Além destas duas denominações, o valor passou a ser destinado também para “serviços de publicidade institucional” e “serviços de publicidade de utilidade pública”.

Em valor nominal, sem correção, foram liquidados mais de R$ 97,4 milhões em “propaganda e publicidade” e R$ 97,9 milhões em “serviços de publicidade institucional”. Na outra rubrica nova, “serviços de publicidade de utilidade pública” foram pagos mais de R$ 40 milhões. O líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Marcolino afirma que os números são oficiais, divulgadas pelo Sigeo, sistema disponível aos deputados estaduais para o acompanhamento das execuções e investimentos do governo.Ele acredita que a criação de novas rubricas para dividir o gasto com publicidade serve apenas para dificultar a fiscalização dos gastos. Além do gasto em si, o alto percentual de valor efetivamente pago dos ítens de publicidade, em relação aos demais, chamou a atenção do professor da USP Adriano Biava, especialista em finanças públicas.

O lance antecipado de Eduardo Cunha

As peças movimentadas atualmente pelo líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), podem indicar as jogadas planejadas para o ano que vem. O bloco independente formado é avaliado como uma forma de aumentar a força política não só frente ao Executivo, mas também entre os colegas do Legislativo. O objetivo seria cacifar uma possível candidatura à Presidência da Câmara dos Deputados mesmo sem o apoio do PT, hoje a maior bancada da Casa.

PMDB não pensa agora em criar um Severino

Por ora, a ideia de fomentar um novo Severino Cavalcanti (PP-PE) dentro do partido não conta com o apoio de políticos de maior expressão dentro do PMDB, como o vice-presidente Michel Temer e o deputado federal Henrique Alves (RN). As chances de Cunha melhoram quanto maiores forem as cicatrizes da campanha à reeleição da presidenta Dilma.

Psol divulga um causo de polícia do Rio

A assessoria do deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) usou ontem o Facebook dele para contar um causo pré-manifestação. Em uma banca de jornal, um policial militar com o uniforme do Choque reclamava de ter de ficar de prontidão naqueles trajes quentes mais de quatro horas antes do início do protesto. Uma jovem, com jeito de estudante, comenta que o pior é que depois os policiais ficam nervosos a acabam descontando nos manifestantes. Na versão divulgada, a história termina bem, pelo menos naquele momento: o policial não só concordou com as palavras da jovem como atribuiu as más condições a uma “tática” do comando da instituição.

Soco de esquerda

Perto de um acordo com o PCB e o PSTU para o apoio à sua chapa presidencial, o Psol experimenta algumas críticas que costuma fazer ao PT. O PCO, surgido de uma antiga tendência petista, tem classificado a candidatura do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) como um projeto “burguês” e “de direita”.

Fernando Henrique, ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB: “A economia contemporânea é a do conhecimento e da inovação. Perdemos o momento da fartura de capitais, mas não sou pessimista”

*Com Leonardo Fuhrmann

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