Randolfe diz que seus três adversários defendem a política econômica atual

Por Brasil Econômico - Mosaico Político |

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Candidato do Psol à Presidência entende que não há diferença entre a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB)

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O debate econômico terá destaque na pauta eleitoral do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP). O Psol oficializa nesta segunda-feira (24), em São Paulo, a candidatura dele à Presidência da República. Segundo o parlamentar, seus três principais adversários têm o mesmo discurso econômico, baseado no tripé superávit primário nas contas públicas, regime de câmbio flutuante e controle de metas de inflação. Neste sentido, entende, não há diferença entre a presidenta Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB). Para elaborar seu programa, ele tem conversado com os economistas Reinaldo Gonçalves, Paulo Passarinho, José Luís Fevereiro e o cientista político César Benjamin. Pretende dialogar ainda com o professor Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES.

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Antes da campanha eleitoral, Randolfe se dedica a outra causa: quer que o Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade das doações de pessoas jurídicas aos candidatos. Quatro ministros já se manifestaram favoravelmente à Adin proposta pela OAB. Um pedido de vista do ministro Teori Zavascki interrompeu a votação. O senador integra um grupo de parlamentares que apresentará argumentos favoráveis à inconstitucionalidade destas doações. “Esta mudança pode ser a mais importante da História do Brasil desde a Constituição de 1988”, comenta. Para ele, o poder político hoje no Brasil está mais concentrado nas mãos das pessoas jurídicas do que na de pessoas físicas. Ele cita como exemplo as bancadas de interesses dentro do Congresso. As que existem oficialmente, como a dos ruralistas, e outras informais. A das empreiteiras, por exemplo.

Parada em Alagoas

Depois de lançarem a candidatura oficialmente, Randolfe Rodrigues e sua vice, a ex-deputada Luciana Genro,viajam para Maceió (AL). O objetivo é reaproximar a vereadora Heloísa Helena do partido. Ela será candidata ao Senado e é um dos nomes de expressão nacional do Psol.

Secretaria de Educação de SP contesta nota

Em nota, a Secretaria da Educação paulista rebate informações publicadas nos textos “Segurança e Educação representam só 2% do total de investimentos no Estado de SP” e “Governo de SP gastou mais com publicidade do que com educação e segurança”. Afirma que a coluna “erra” ao apontar uma única rubrica do orçamento da secretaria como investimento. Diz que esse item representa 3% do orçamento e que “o principal investimento” é a valorização dos cerca de 300 mil educadores. A Secretaria erra ao confundir custeio e gasto de pessoal com investimentos. As notas falam de recursos disponíveis para investimentos não aplicados. Os números publicados foram reproduzidos do portal Transparência do próprio governo de São Paulo.

Tucanos à procura do PMDB em Minas

O PSDB de Minas mantém a esperança de ter o PMDB no palanque de seu candidato a governador, o ex-ministro Pimenta da Veiga. Os dois já foram aliados, mas atualmente os peemedebistas fazem oposição ao governador Antonio Anastasia, nome do PSDB ao Senado. Na semana passada, os tucanos já contabilizavam 20 partidos como apoiadores das suas candidaturas no Estado. Mesmo sem uma confirmação oficial, já incluem o PSB, do presidenciável Eduardo Campos, no cálculo.

Para aliados, Pimenta terá de ser mais próximo

Fora do PSDB, os aliados não acreditam que a situação eleitoral de Pimenta da Veiga será tranquila, mesmo com tantos apoios. Avaliam que o ex-ministro agrada as cúpulas partidárias, mas não tem a mesma simpatia de líderes regionais e outros segmentos ligados à base dos tucanos em Minas. Ele não é tido como próximo da política regional.

Moreira Mendes, deputado federal (PSD-RO), líder do partido na Câmara, sobre uma pauta de votação independente do governo: “Ninguém está lá para dizer que ‘aqui não se faz mais nada’. Nós só queremos um tratamento respeitoso. Assim como respeitamos o Executivo”.

*Com Leonardo Fuhrmann

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