Procuradoria envia ao Ministério da Justiça pedido de extradição de Pizzolato

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Foragido desde novembro, condenado no mensalão foi preso na Itália e agora Brasil tenta trazê-lo de volta para cumprir pena

Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (24) ao Ministério da Justiça a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão, mas fugiu para a Itália para não cumprir a pena. A documentação reúne 153 páginas e custou cerca de R$ 8 mil, pagos a uma empresa que presta serviços de tradução à PGR.

Leia mais: Cardozo garante rapidez no pedido de extradição de Pizzolato

Considerado foragido desde novembro do ano passado, Pizzolato foi preso pela polícia Italiana no dia 5 deste mês em Maranello. Ele fugiu para a Itália em setembro do ano passado e teve o nome incluído na lista de procurados pela Interpol, a polícia internacional, em mais de 190 países.

No ofício encaminhado ao ministro da Justiça, a procuradoria reconhece que, devido à dupla nacionalidade de Pizzolato, o governo italiano não tem obrigação de extraditá-lo. De acordo com a legislação daquele país, cidadãos natos não podem ser extraditados.

Pizzolato é indiciado pela polícia italiana por três crimes

Dilma pede agilidade no trâmite do caso Henrique Pizzolato

Histórico reduz a quase zero a chance de extradição de Pizzolato para o Brasil

No entanto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entende que a extradição pode ser feita. Segundo ele, o tratado entre os dois países criou uma hipótese facultativa de entrega de seus nacionais. "É juridicamente viável a apresentação do requerimento de extradição à República Italiana, uma vez que, além da base legal, há o notável fato de que a extradição desse cidadão ítalo-brasileiro far-se-ia para o Brasil, país do qual ele também é nacional, e não para uma nação estrangeira em relação a ele", disse Janot.

Mais cedo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garantiu rapidez no envio às autoridades italianas do pedido de extradição. "Assim que recebermos da Procuradoria-Geral de República [o pedido traduzido para o italiano], daremos prosseguimento à tramitação interna que, no Ministério da Justiça, é muito rápida. Provavelmente, em 24 horas, já encaminharemos o pedido ao Ministério das Relações Exteriores para que seja remetido ao governo italiano", disse hoje (24) o ministro.

Leia tudo sobre: pizzolatomensalãojulgamento do mensalão

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas