Deputado do castelo deve assumir vaga deixada por Azeredo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Primeiro suplente informou que não vai assumir por ser prefeito de Montes Claros. Com isso, Edmar Moreira deve voltar à Câmara dos Deputados

Agência Câmara
O ex-deputado Edmar Moreira (PTB-MG)

Edmar Moreira (PTB-MG), que ficou conhecido como o deputado do castelo, pode assumir a vaga de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) na Câmara. Azeredo, que responde a ação penal no processo do mensalão mineiro, renunciou ao mandato nesta quarta-feira.

O primeiro suplente a ser chamado é Rui Adriano (PSDB-MG), que já informou, por meio de nota, que vai recusar a convocação por ser prefeito de Montes Claros, em Minas Gerais, segundo informações de O Tempo. Com isso, o caminho está aberto para Moreira.

Mensalão mineiro: Azeredo renuncia ao mandato

Para Aécio Neves, renúncia de Azeredo não interfere no cenário eleitoral

O político ficou conhecido em 2009, quando era corregedor da Câmara, em meio a denúncias de sonegação fiscal e enriquecimento ilícito. Foi chamado de “deputado do castelo”, por ser dono de uma propriedade em estilo medieval em São João Nepomuceno, interior de Minas Gerais.

LEO FONTES / O TEMPO
Castelo alvo de denúncia que envolveu Edmar Moreira está à venda em Minas Gerais

O castelo, que teve sua obra iniciada em 1982 e finalizada em 1990, custou cerca de R$ 10 milhões. Segundo a justiça eleitoral, o imóvel não constou da declaração de bens de Edmar Moreira, apenas o terreno foi declarado. Na época, o então deputado disse que não declarou a propriedade porque havia repassado o castelo aos filhos. Este ano, um dos filhos de Moreira, o deputado estadual Leonardo Moreira, colocou à venda a propriedade, mas não divulgou o valor do imóvel. Em 2009, o castelo foi avaliado em R$ 25 milhões.

Moreira, na época, virou alvo de pedido de cassação, que foi rejeitado pelo Conselho de Ética. Em 2010 se candidatou pelo PR, mas ficou apenas na suplência.

A volta dele à Câmara dos Deputados, agora pelo PTB, tem um entrave: o político foi eleito pelo PR e a vaga, segundo a lei eleitoral, pertence ao partido, e não ao candidato. Procurado pelo iG, o PR informou que ainda vai avaliar o caso, mas só depois que Moreira assumir a vaga de deputado. 

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