Dilma freia negociações e inquieta o PMDB

Por Luciana Lima - iG Brasília |

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À espera de resposta da presidente, peemedebistas tentam intensificar ameaças de rompimento e indicar Vital do Rêgo para presidir comissão de Orçamento 2015

A pressão do PMDB nas últimas semanas não tem surtido o efeito desejado pelo principal partido aliado do governo sobre as decisões da presidente Dilma Rousseff no contexto da reforma ministerial. A ordem no Palácio do Planalto é protelar ao máximo as decisões sobre a parte que caberá aos peemedebistas no novo desenho da Esplanada. Antes, Dilma decidirá a parte que cabe ao PT.

Nesta semana, após a crise deflagrada na bancada peemedebista na Câmara, a esperada reunião entre o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, com o vice-presidente Michel Temer não ocorreu.

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No PT, a avaliação é de que a rebeldia na Câmara ensaiada pelo principal aliado não é novidade e é entendida como mais um momento de chantagem, entre tantos já ocorridos.

Dilma Rousseff adota discurso de candidata em festa de 34 anos do PT. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressDilma encontra Fidel Castro em Havana (27/01/2014). Foto: APPresidente Dilma é citada como "A coragem do poder" em lista de líderes de 2013 do jornal espanhol El País. Foto: Reprodução/El PaísDilma Rousseff sobrevoa áreas atingidas pela chuva no Espírito Santo, na véspera do natal de 2013. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma recebe o presidente francês François Hollande no dia 12 de dezembro de 2013, em Brasília . Foto: Agência BrasilDilma cumprimenta presidente dos EUA, Barack Obama, durante cerimônia em homenagem a Mandela em Johanesburgo. Foto: APA presidente Dilma chega ao velório de Nelson Mandela, do qual foi uma das oradoras  . Foto: ReutersDilma recebe o apoio do PSD de Kassab para 2014. Foto: Beto Nociti/Futura PressA presidente Dilma e o presidente do Uruguai José Mujica. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR A presidente Dilma Rousseff é a segunda mulher mais poderosa do mundo na lista da "Forbes" . Foto: ReproduçãoDilma, que ocupava o 95º lugar no ranking da revista havia três anos, ficou atrás apenas da chanceler alemã, Angela Merkel.. Foto: Agência BrasilMaduro encontra Dilma em visita ao Brasil. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAécio e Dilma se cumprimentam em cerimônia de abertura da ExpoZebu, em Uberaba, Minas Gerais. Foto: L. Adolfo/Futura PressAo lado do presidente boliviano, Evo Morales, e da presidente argentina, Cristina Kirchner, Dilma Rousseff acompanha posse de Maduro em Caracas. Foto: APCom Lula, presidente Dilma Rousseff comparece ao velório de Hugo Chávez em Caracas, na Venezuela. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Ao lado de Wagner, Dilma participa de inauguração do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador. Foto: Governo da BahiaA presidente Dilma Rousseff em visita ao Ceará. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma Rousseff cumprimenta papa após missa inaugural na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma usa crocs em evento com o primeiro-ministro da Rússia . Foto: Agência BrasilDilma vestiu gibão e chapéu de couro que ganhou do governador do Piauí, Wilson Martins (PSB). Foto: Thiago Amaral/Governo do PiauíDilma enfrentou frio de 9ºC negativos em visita a Moscou, na Rússia. Foto: Reuters'El País' inclui Dilma Rousseff na lista dos 13 líderes iberoamericanos de 2012. Foto: Reprodução

Enquanto a presidente coloca o PMDB em banho-maria e não cogita contemplar o pedido feito pelo líder do partido, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pela Secretaria dos Portos, o vice-presidente Michel Temer não tem feito esforços para conter o desejo de grande parte dos peemedebistas de se manterem livres nos estados nas coligações. O governo, entretanto, trata as dissidências regionais como algo absolutamente natural num processo eleitoral.

Diante do silêncio de Dilma, o PMDB tenta nos bastidores intensificar recados com ameaças de rompimento, mas custa a conseguir uma resposta do governo. Nesta semana, em reuniões internas, líderes do PMDB decidiram indicar Vital do Rêgo como nome para presidir o que o partido enxerga como mais um instrumento de pressão ao Planalto: a Comissão Mista do Orçamento de 2015.

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Vital tem enfrentado a recusa de Dilma para as pastas pretendidas pelo PMDB. Ele ficou mais de quatro meses à espera de uma nomeação para o Ministério da Integração Nacional, que Dilma deverá manter sob comando do PROS.

Embora o ponto mais nevrálgico da crise neste momento seja a Secretaria de Portos, desejada por Cunha e da qual Dilma não abre mão, a recusa da presidente em dar a Integração Nacional ao PMDB serviu para azedar ainda mais o clima.

Vital do Rêgo apostará na candidatura ao governo da Paraíba de seu irmão, Veneziano, ex-prefeito de Campina Grande, e vem costurando apoio do tucano Cássio Cunha Lima, em vias de rompimento com o atual governador Ricardo Coutinho (PSB).

Além disso, peemedebistas da Câmara e do Senado passaram a alardear a ameaça de que na convenção do partido, marcada para junho, a tendência é que vença a tese da independência das coligações estaduais. Na convenção do partido no ano passado, prevaleceu a tese da aliança prioritária com o PT, inclusive nos estados.

Na argumentação incentivada na bancada pelo líder Eduardo Cunha e pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), não fez bem ao PMDB ter o vice no governo de Dilma Rousseff. Na semana passada, em uma das reuniões, Cunha chegou a exibir uma lisa de cargos que o partido controlava no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comparação com o número de cargos que o partido tem hoje.

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