Para continuar no comando do Executivo nacional, o partido investe em um discurso de mudanças, mesmo já estando no poder há 11 anos

Brasil Econômico

O PT começa a mostrar como será o discurso da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e de candidatos do partido nos estados mais importantes. Para continuar no comando do Executivo nacional, o partido investe em um discurso de mudanças, mesmo já estando no poder há 11 anos. Ao cunhar os termos "neopassadismo" e "novovelhismo", usados para atacar os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, tenta colar nos adversários uma visão de que seriam retrocessos e não de evolução na situação do Brasil. Os líderes petistas querem apresentar o PT como o responsável por grandes mudanças históricas e, portanto, o mais qualificado para continuar a comandar novas conquistas sociais e políticas para a população.

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Na festa pelo aniversário do PT, a própria presidente destacou a necessidade de mais mudanças. “Ninguém cobra mais o governo do que eu”, afirmou. Ela citou os investimentos em infraestrutura das cidades para rebater a reforma urbana defendida nas diretrizes do PSB. O discurso de Lula, gravado em uma caravana no interior paulista e apresentado no evento, também reforçava a ideia. “Nossos companheiros podem até se queixar por não termos conseguido fazer tudo que queríamos, mas precisam ter orgulho do que foi feito”, disse. Candidato ao governo paulista, o ex-ministro Alexandre Padilha, por outro lado, busca se aproximar de possíveis dissidências do grupo que mantém os tucanos há 20 anos no poder no Estado. Citou até uma propaganda televisiva para criticar a falta de energia da gestão de Geraldo Alckmin. “A pilha deles acabou”, falou.

Padilha pilhado

Segundo Padilha, o PIB do Estado é maior do que o Xangai, maior centro financeiro da China. Ele comparou o tamanho do Metrô de São Paulo com o da Cidade do México, fundado na mesma época e três vezes maior. E lembrou a queda da segunda para a oitava colocação no ranking nacional da educação.

Aparecido cotado para cuidar de reeleição de Alckmin

O chefe da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido, pode deixar o cargo para atuar na coordenação de campanha à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB). Oficialmente, não há nada decidido. Mas tucanos influentes já dão a saída como certa. Alckmin muda o secretariado no final do mês e oito de seus auxiliares devem sair para disputar a eleição.

A disposição política de Meirelles

O ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD) anda animado com a disposição para atos políticos do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Os dois estiveram em um final de semana em festas em Valinhos e Jundiaí. Durante a semana, Meirelles viajou para Londres. Ele voltou a tempo de cumprir agenda com Kassab em Bauru no último sábado. Kassab tenta viabilizar sua candidatura ao governo paulista e defende que Meirelles, também do PSD, dispute uma vaga no Senado.

TCM-SP rejeita pedido de suspeição de conselheiro

Sessão de ontem do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) rejeitou pedido de suspeição do conselheiro Mauricio Faria, encaminhado pela Oscip Via Pública, investigada pelo próprio tribunal e pelo Ministério Público por causa de suspeitas em convênio com a prefeitura paulistana, na gestão de Gilberto Kassab (PSD). Assim, Faria continuará como relator do processo que analisa o termo de parceria da entidade com a administração. Votaram a favor de Faria os conselheiros Edson Simões (presidente), Roberto Braguim e Domingos Dissei. Faria não participou da votação e João Antonio, que assumia o cargo, considerou-se impedido.

Luís Carlos Heinze, deputado federal (PP-RS) ataca ministro durante audiência com produtores rurais gaúchos: "Gilberto Carvalho também é ministro da presidenta Dilma. É ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas. Tudo o que não presta”

*Com Leonardo Fuhrmann

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