Jovens rejeitam possibilidade de Bolsonaro presidir Comissão de Direitos Humanos

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Deputado do PP quer assumir presidência do colegiado após a saída do aliado Marco Feliciano (PSC-SP)

Agência Brasil

Cinco jovens protestaram ontem (11) contra a possibilidade de indicação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Com cartazes e palavras de ordem onde se lia "+ amor e - Bolsonaro", as integrantes da União da Juventude Socialista (UJS) trocaram beijos no corredor da presidência da Câmara.

Bolsonaro bate boca com ativista contra sua permanência na Comissão de Direitos Humanos na Câmara. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaBolsonaro bate boca com manifestantes contrários que ele assuma a presidência da Comissão de Direitos Humanos (11/02/2014). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJovens fazem beijaço contra Bolsonaro assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos (11/02/2014). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27 de março). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAManifestantes gritam palavras de ordem contra Feliciano antes da reunião da comissão. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMais cedo, ativistas entregaram um abaixo-assinado online contra a presença de Feliciano na comissão. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27 de março). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAlvo de protestos, Feliciano troca plenário e faz reunião fechada. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAFeliciano mandou deter um dos manifestantes nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAMarco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, é alvo de novos protestos nesta quarta-feira (27 de março). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAManifestantes furam o bloqueio da segurança e protestam contra Feliciano em reunião da comissão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaSob protestos, Feliciano não consegue presidir mais uma sessão da Comissão de Direitos Humanos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaManifestantes protestam na Câmara contra permanência de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDeputados quase saem no tapa na primeira sessão de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Foto: Agência BrasilA Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos discute a repercussão sobre Feliciano na Comissão de Direitos Humano no dia 12 de março. Foto: Antonio Cruz/ABrA Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos discute a repercussão sobre a eleição de Feliciano para a Comissão de Direitos Humano. Foto: Antonio Cruz/ABrProtesto contra Pastor Feliciano na Comissão de Direitos Humanos na Câmara. Foto: Nico Nemer/Futura PressPastor Marcos Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos sob protestos. Foto: Agência CâmaraDeputados do PT e PSOL seguiram o ex-presidente da Comissão, Domingos Dutra (PT-MA), e abandonaram o colegiado. Foto: Alexandra Martins / Agência CâmaraSob protestos, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, no dia 7 de março. Foto: Alexandra Martins / Agência CâmaraGrupos protestam contra indicação do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara, no dia 6 de março. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrGrupos protestam contra indicação do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara, no dia 6 de março. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr


"Não permitiremos que Jair Bolsonaro chegue à presidência da Comissão de Direitos Humanos. Queremos convocar a sociedade brasileira a rejeitar a vontade pessoal e política dele assumir a presidência, disse a diretora de Jovens Feministas da UJS, Maria das Neves, uma das participantes do ato.

Segundo Maria, um ônibus com cerca de 50 manifestantes foi impedido de chegar à Câmara. As cinco manifestantes entregaram um documento ao líder do PT na Câmara, Vicentinho (PT-SP), pleiteando que o partido assuma a presidência da comissão.


"Não somos héteros, nem lésbicas, somos livres. Conversamos com o deputado Vicentinho , queremos chamar os partidos à responsabilidade para que a comissão não caia em mãos erradas. Bolsonaro é inimigo dos direitos humanos" disse Maria das Neves. Para ela, Bolsonaro é um "filhote da ditadura, homofóbico, racista e fascista".

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias foi alvo de inúmeras polêmicas no ano passado com a escolha do deputado Pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) para presidi-la. Movimentos sociais e ativistas de direitos humanos protestaram contra a eleição de Feliciano, que chegou a aprovar na comissão um projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que suspendia trecho da resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que proibiu profissionais da área de colaborar com eventos e serviços que ofereçam tratamento e cura de homossexualidade, a chamada a "cura gay". Após inúmeros protestos, a proposta foi retirada da pauta de votação.

Percebendo a movimentação, Bolsonaro apareceu no Salão Verde da Câmara e reagiu. O parlamentar disse que tem a garantia do líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), de que, se a presidência da comissão ficar com o PP, ele será o presidente. "É garantia do meu líder, vocês vão sentir saudades do Feliciano", afirmou Bolsonaro, que defende uma concepção de direitos humanos para a maioria. "Minoria tem que se calar, se curvar à maioria", declarou.

Referindo-se à possibilidade de analisar projetos de ação afirmativa envolvendo negros, Bolsonaro disse que, "se for presidente [da comissão], será daltônico". "Direitos humanos não é defender minorias", ressaltou o deputado, anunciando que vai pedir a redução da maioridade penal e a revogação do Estatuto do Desarmamento, entre outos pontos.

Perguntado sobre a situação dos presídios brasileiros, ele se manifestou contra o atendimento humanitário para os presos. "Os presídios brasileiros estão uma maravilha. Lá é o local de o cara pagar seus pecados, não tem que ir para colônia de férias. Se o cara assaltou, estuprou, sequestrou, tem que pagar pagar os seus pecados lá," disse o parlamentar.

Vicentinho disse que outras comissões, além da de Direitos Humanos, estão na mira do PT, mas destacou que o partido dará atenção especial a esta, que não costuma estar entre as mais disputadas. "Vamos fazer de tudo para que nunca mais ocorra o que aconteceu no ano passado. Há um forte tendência de que a presidência, se ficar na mão de algum outro partido [que não o PT], fique que na mão de alguém que historicamente tenha compromisso com a causa dos direitos humanos, mas a tendência é ficar com o nosso partido."

A previsão era que as lideranças partidárias tentariam fechar um acordo, na tarde desta terça-feira, sobre a presidência das 21 comissões. Como não houve acordo, a decisão ficou para a próxima semana.

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