Paulo Capucci, cujo nome aparece no site da Via Pública, é ex-coordenador da Rede Hora Certa, promessa de Haddad

Brasil Econômico

A Prefeitura de São Paulo encerrou uma parceria com a Oscip Via Pública, investigada pelo Ministério Público paulista por causa da suspeita de desvios em contrato firmado na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), cujos gastos somaram R$ 100 milhões. A entidade foi contratada para fazer o “gerenciamento do novo modelo de gestão dos serviços de saúde da cidade de São Paulo”. Apesar da interrupção, um consultor da entidade, Paulo Capucci - cujo nome aparece no site da organização - continuou atuando na prefeitura, na administração de Fernando Haddad (PT). Capucci passou a coordenar o Rede Hora Certa (postos de saúde de especialidades médicas), uma das promessas de campanha de Haddad. Na quinta-feira 7, ele assumiu nova função na administração paulistana.

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O Diário Oficial do Município publicou portaria do secretário de Saúde de São Paulo, José Filippi Junior, nomeando Capucci para um núcleo técnico de contratação de serviços de saúde. Esse grupo foi constituído para a “revisão e uniformização dos indicadores de avaliação de monitoramento dos hospitais, prontos-socorros e prontos-atendimentos municipais”. Capucci também é docente da Faculdade de Saúde da USP. O Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) e o Ministério Público haviam questionado a OSCIP à qual o consultor é ligado pelo fato de seus dirigentes terem passado a receber recursos originários do contrato com a administração. Para o TCM, a organização não conseguiu provar quais serviços foram executados nem justificou gastos, por exemplo, de R$ 19 milhões. Segundo o TCM, não havia “materialidade” na prestação de contas.

“É profissional de carreira”, diz Secretaria

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou, por meio de sua assessoria, que encerrou o termo de Parceria com o Instituto Via Pública em março de 2013. Segundo a Secretaria, “profissionais de carreira assumiram o trabalho que era desenvolvido pela consultoria”. Sobre o médico Paulo Capucci, a administração afirmou que ele “é funcionário de carreira da Secretaria e foi designado, junto com outros profissionais, para compor um grupo de trabalho para estudar e padronizar os indicadores técnicos nos hospitais administrados pela AHM (autarquia hospitalar municipal) e contratados”.

Contra a corrupção

A Conam - Consultoria em Administração Municipal - criou uma cartilha de orientação sobre a Lei Anticorrupção 12.846/2013, que responsabiliza pessoas jurídicas por atos contra a administração pública. O material já foi distribuído para mais de 60 entidades, entre elas, prefeituras e câmaras municipais.

Ativistas e Psol defendem Freixo

A denúncia de que um dos envolvidos na explosão do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade seria próximo ao deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) provocou uma rápida reação de ativistas de direitos humanos e líderes do partido. Os deputados federais Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP) e a ex-deputada Luciana Genro (RS) criticaram a violência e manifestaram apoio ao colega de partido, assim como os pesquisadores Luís Eduardo Soares e Julita Lemgruber.

Deputado liga acusador a líder de milícias

Respeitado por defender os direitos humanos, o deputado Marcelo Freixo disse ser contra todo tipo de violência. Lembrou que o cinegrafista morto era colega de sua mulher, a jornalista Renata Stuart, e afirmou que Tadeu foi advogado do ex-deputado Natalino Guimarães, condenado por envolvimento em milícias, graças à atuação de Freixo.

Renan Calheiros, presidente do Senado , sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade: “A morte de mais um jornalista no Brasil e as frequentes agressões a profissionais da comunicação revelam a gravidade da situação e exigem ações imediatas”

*Com Leonardo Fuhrmann

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