PT se defende de acusações de gastos da Copa e fala em recuperar legado

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Edinho Silva diz que governo precisa mudar imagem do evento, ligado à corrupção nas redes sociais

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Integrante da equipe de coordenação nacional da campanha da presidente Dilma à reeleição, o deputado estadual paulista Edinho Silva avalia que o PT está perdendo a batalha de comunicação em torno da Copa do Mundo, a ser realizada no País em meados deste ano. Hoje, nas redes sociais, a palavra mais relacionada ao evento é corrupção. Ele destaca que não há dinheiro público federal investido nas obras da Copa a fundo perdido. O investimento da União foi na forma de financiamentos. “Se houve irregularidades ou desperdício, o problema é localizado em estados, municípios e clubes de futebol. O dinheiro dos empréstimos terá de ser devolvido”, diz. Para Edinho, é preciso “resgatar o otimismo e o espírito festivo de quando o Brasil foi anunciado como país-sede”.

Segundo Edinho Silva, o partido terá de destacar a importância da competição para aumentar a visibilidade do País no mundo e as novas oportunidades decorrentes da Copa e dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O deputado diz que o tempo está ficando curto para mudar a visão dos brasileiros sobre o evento e os petistas devem agir rápido. Para ele, o papel das redes sociais é fundamental para isso. “Os novos movimentos sociais já demonstraram um grande poder de mobilização na internet”, diz. Outra preocupação é com a discussão sobre a situação da economia, principalmente com as especulações em torno da possibilidade de contaminação pela crise em outros países emergentes. “Considero fundamental deixar claro que o Brasil tem condições de reagir a ataques especulativos e a grande pujança do nosso mercado consumidor”, afirma.

Campos escolhe sucessor em família

O ambiente da escolha de quem será o candidato do PSB a sucessor do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está cada vez mais familiar. O nome da vez é do ex-deputado federal Maurício Rands, recém-filiado ao partido. Rands é primo da primeira-dama Renata Campos. Ele disputa a indicação com Tadeu Alencar, titular da Casa Civil e primo do governador, e Paulo Câmara, secretário da Fazenda, casado com uma prima do presidenciável socialista. Sem parentesco com Campos, o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra se sente preterido na disputa. A solução pode ser lançá-lo candidato ao Senado.

Amigos até quando

De olho em uma possibilidade de apoio em um eventual segundo turno, políticos ligados ao presidenciável tucano Aécio Neves têm destacado a proximidade dele com o candidato socialista, Eduardo Campos. O que pode afastá-los é uma aproximação maior, nas pesquisas de intenção de votos.

Partido defende políticos em subprefeituras

Petistas influentes dizem que o prefeito paulistano Fernando Haddad terá que reavaliar sua decisão de manter profissionais de carreira, com perfil técnico, à frente das subprefeituras. De acordo com um deles, o próprio prefeito estaria convencido de que os técnicos “não defendem a administração, quando necessário”. Para Haddad, petistas têm o direito de fazer essa avaliação. Mas ele não pretende mudar de opinião.

Tucanos podem lançar candidato próprio no RS

O PSDB gaúcho já cogita ter candidatura própria ao governo para garantir um palanque para o presidenciável Aécio Neves. Os tucanos têm proximidade local com o PP, o PDT e o PMDB. Os três apresentam nomes competitivos, mas são da base de Dilma Rousseff. Na busca por palanque, os tucanos concorrem com os socialistas. Pesa a favor do PSB a alta rejeição à ex-governadora Yeda Crusius.

“A paciência da população já esgotou e as autoridades nem percebem, pois atribuem o caos à ação de sabotadores”

Marina Silva, líder da Rede, em artigo na "Folha de S.Paulo", responde ao governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB)

*Com Leonardo Fuhrmann

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