Padilha adota discurso de ‘já ganhou’ e diz que PT governará SP a partir de 2015

Por Natália Peixoto e Vasconcelo Quadros - iG São Paulo | - Atualizada às

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Ao criticar o PSDB, pré-candidato do partido ao governo do Estado diz que os tucanos ‘estão com a pilha fraca’

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, criticou o PSDB e adotou o discurso do “já ganhou” na festa de 34 anos do PT nesta segunda-feira (10) ao lado da presidente Dilma Rousseff. “O PT a partir de 2015 vai governar o Estado de São Paulo”, disse mais de uma vez e foi aplaudido pela militância.

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O evento comemora os 34 anos do PT e serve como ponto de partida das campanhas de Dilma e de Padilha. Pré-candidato em São Paulo, Padilha foi ovacionado ao subir ao palco e foi tratado pelo presidente estadual do PT, Emídio de Souza, em discurso, como "a nova paixão do PT em São Paulo.

Alice Vergueiro/Futura Press
Dilma entre Padilha e Rui Falcão na festa dos 34 anos do PT

Ao criticar o PSDB, Padilha disse que os tucanos em São Paulo estão com a “pilha fraca”. “Não cabe a São Paulo ter um governo lento, sem coragem, acomodado. Após 20 anos, os tucanos em São Paulo estão com a pilha fraca, com a bateria arriada e procuram, mas não encontram mais um carregador”, afirmou.

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Padilha atacou a educação, o transporte e a saúde do governo tucano, "que não chegou ao século 21", áreas apontadas, além da segurança, como plataformas da campanha de Padilha. Ao avaliar as dificuldades de Padilha, Emídio diz que "não existe eleição fácil", ainda mais em São Paulo, onde espera a eleição mais disputada do País, mas se vê otimista por existir um aumento na base de apoio do PT no Estado, historicamente em torno de 30%, e com os novos desafios colocados pelas manifestações de 2013.

A ausência de Lula, em Nova York onde irá se encontrar com Bill Clinton e ministrará uma palestra, esvaziou o evento. No palco, subiram os ministros Marta Suplicy (Cultura), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Arthur Chioro (Saúde) e Tomas Trauman (Comunicação), os governadores Jacques Wagner (BA) e Agnello Queiróz (DF), os senadores Humberto Costa (PE) e Lindberg Faria (RJ), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e a ex-ministra da Casa Civil, Gleizi Hoffman.

O senador Eduardo Suplicy, deixado de fora da mesa pelo cerimonial, foi ovacionado pela militância, que interrompeu o discurso do presidente nacional do PT, Rui Falcão, com o grito de guerra "Suplicy na mesa". Falcão tentou consertar a situação, afirmando que ficar na plateia era vontade do senador, desculpa que não evitou que Suplicy pulasse ao palco e sentasse no lugar vago deixado pelo próprio presidente.

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