Em presídio responsável da União, presos criam videoblog

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Projeto em presídio em Porto Alegre é o primeiro da América Latina a criar meios de expressão dos presos com o mundo exterior

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Superlotado e necessitando de reformas urgentes, o Presídio Central de Porto de Alegre provocou em dezembro último uma condenação da União pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O presídio gaúcho já havia sido considerado o pior do País em 2008, por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Câmara dos Deputados para investigar as condições prisionais. Hoje, lá dentro, um projeto chamado Luz no Cárcere é o primeiro da América Latina a criar meios de expressão dos presos com o mundo exterior. O programa atende aos 57 presos dependentes químicos da galeria E-1. Eles têm um canal no Youtube, o VlogLiberdade, no qual falam sobre suas vidas. Os presos iniciaram uma campanha para arrecadar dinheiro e produzir um filme, com roteiro de um deles.

O Luz no Cárcere foi criado pela advogada Carmela Grüne e faz parte de um programa chamado Direito no Cárcere. Sem apoio financeiro público, o objetivo é mobilizar a sociedade civil para atuar voluntariamente na reintegração social de prisioneiros e ex-presidiários. Os detentos participantes trabalham com reciclagem de materiais e na reforma do espaço que ocupam. Para Carmela, a maior participação de voluntários poderia diminuir o número de presos. A cadeia, criada nos anos 50, tem capacidade para dois mil detentos, mas abriga 4,5 mil.“Existem lá dentro cerca de mil presos sem informações sobre seus processos. São dois defensores públicos para atender a todos”, diz. O Luz no Cárcere existe desde agosto de 2011, com apoio do governo estadual. A intenção do governador Tarso Genro (PT) é construir presídios e desativar a unidade.

Falcão pode abrir mão de candidatura

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, ainda não decidiu oficialmente se vai disputar as eleições deste ano. O dirigente será o coordenador da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e, por isso, pode faltar tempo para cuidar da sua própria candidatura. Hoje deputado estadual em São Paulo, ele analisa também a possibilidade de disputar uma vaga à Câmara. Se não concorrer à Assembleia Legislativa, a corrente Novo Rumo, a qual pertence Falcão, lançará outro candidato. Esse grupo é ligado à ministra e ex-prefeita Marta Suplicy. Seus integrantes ainda esperam a aprovação do nome do secretário de Relações Governamentais da prefeitura paulistana, João Antonio, para conselheiro do Tribunal de Contas do Município (TCM), a fim de decidir quem será seu candidato a deputado estadual. Caso a indicação prospere, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo, deve ser o escolhido.

PT pensa em suas contas

No PT, já se fala na possível indicação da ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, para um cargo no Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão abrirá duas vagas para ministro em outubro e novembro. Essas indicações caberão ao Senado. Até lá, Ideli continuaria ministra.

A política do café com leite de Aécio

Candidato a presidente, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) volta hoje a visitar o interior paulista. Sua campanha acredita que o crescimento em São Paulo será fundamental para garantir uma vaga no segundo turno. Ex-governador de Minas, já é um nome consolidado no segundo maior colégio eleitoral do País. Agora, foca também onde está o maior eleitorado. Ele vai hoje a Araçatuba e depois São Carlos. Aécio esteve recentemente em Campinas, Rio Preto, Ribeirão Preto e Santos.

PSDB avalia que precisa manter sua hegemonia

Independentemente da disputa nacional, o grupo de Aécio Neves se preocupa em manter a hegemonia dos tucanos em São Paulo e Minas, governados pelo partido há 12 e 20 anos, respectivamente. Os estados são considerados fundamentais para manter a força do PSDB em nível nacional, ainda mais em caso de eventual derrota na eleição presidencial.

“Ligo para o Fernando Collor, o Gim Argello e o Jovair Arantes. Peço para o Benito Gama arrecadar. O Collor não vai se negar. Meus companheiros não vão me faltar”

Roberto Jefferson, condenado no mensalão, sobre a possibilidade de arrecadar dinheiro para o pagamento de sua multa

*Com Leonardo Fuhrmann

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