Dilma pede agilidade no trâmite do caso Henrique Pizzolato

Por Nivaldo Souza , iG Brasília |

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Presidente trabalha para esvaziar críticas da oposição relacionada ao pedido de extradição do ex-diretor do BB condenado no mensalão

A presidente Dilma Rousseff pediu agilidade em todos os trâmites que cabem ao governo brasileiro no pedido de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Dilma, que acompanha de perto o caso com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), quer evitar que qualquer demora na tramitação do caso entre a Polícia Federal (PF) e a polícia italiana possa encorpar o discurso da oposição em ano eleitoral.

Leia também: Histórico reduz a quase zero a chance de extradição de Pizzolato para o Brasil

Alan Sampaio / iG Brasília
Reprodução de documentos usados por Henrique Pizzolato e comparação das digitais dele com as do irmão Celso Pizzolato

A orientação para ser ágil e evitar que o caso Pizzolato seja usado contra o governo no momento em que o Palácio do Planalto vive um cenário turbulento no Programa Mais Médico, em função da saída da cubana Ramona Matos Rodríguez.

Cabe à PF se comunicar com a polícia italiana para receber os registros da prisão de Pizzolato, que foi recolhido a uma delegacia da cidade de Modena. Após o envio de informações, a PF deve anexá-las ao processo do mensalão no qual o ex-diretor do BB foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Daí para frente, Justiça deve enviar os dados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo pretende, assim, que os holofotes da mídia e da oposição se voltem para o STF. Caso consiga agilizar todo o processo na próxima semana, o governo transferiria para o Supremo qualquer debate ou comparação do caso Pizzolato com o do ex-ativista italiano Cesare Battisti.

O passo seguinte será deixar o Supremo livre para decidir, evitando pressões como as que o ex-presidente Lula teria feito para que o STF lhe passasse o poder de decidir a concessão de asilo político ao italiano condenado em seu país a prisão perpétua por terrorismo.

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