Sarney é o fardo mais pesado para o PT, segundo avaliação da campanha

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Avaliação é que ex-presidente do Senado tem força para barrar o apoio do PMDB à reeleição presidencial, caso o PT não esteja ao lado de Roseana a no Maranhão

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O apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney no Maranhão deve ser o maior desgaste que o PT terá com coligações neste ano. Na avaliação da coordenação nacional da campanha da presidente Dilma Rousseff, o senador José Sarney (PMDB-AP) tem força no PMDB para barrar o apoio do partido à reeleição presidencial, caso o PT não esteja ao lado de sua filha no Maranhão. Como o PMDB é o aliado principal, terá de resistir às críticas. Pagar o preço pelo apoio ao clã Sarney não é novidade para os petistas. O gesto já provocou o afastamento de militantes históricos no Estado, como o deputado federal Domingos Dutra, recém-filiado ao Solidariedade. O maior dos agravantes desta vez é que Sarney é considerado o último coronel político de sua geração no poder.

O comando da campanha prevê dificuldades em Pernambuco, onde o PMDB é adversário do PT, por causa do senador Jarbas Vasconcelos. Lá, os petistas tentam convencer o senador Humberto Costa a não insistir numa chapa pura. O plano é apoiar ao governo o senador Armando Monteiro (PTB). No Ceará, o apoio ao grupo do governador Cid Gomes (Pros) desagrada setores do PT e do PMDB, de Eunício Oliveira, líder do partido no Senado. Cid e seu irmão Ciro romperam com o PSB, do presidenciável Eduardo Campos, para se manterem fiéis a Dilma. Os petistas avaliam que a tensão com o PMDB no Rio de Janeiro deve continuar, mas o senador Lindbergh Farias (PT) enfrentará na campanha ao governo o vice-governador Pezão (PMDB). A notícia mais positiva é o acordo com os peemedebistas em Minas, Estado do rival tucano, Aécio Neves.

Apoio a Pimentel

O candidato do PT ao governo de Minas é o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. O PMDB pode indicar o vice ou lançar o candidato ao Senado. Os empresários Clésio Andrade e Josué Alencar e o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, são os nomes mais fortes.

Ongueiro pode ser o candidato dos Tatto

Polêmicos, mas bons de voto, os irmãos Tatto são fortes no PT paulista. A família conta com dois vereadores na capital, o veterano Arselino e Jair, além de um deputado estadual, Ênio. Deputado federal, Jilmar ocupa a Secretaria de Transportes do prefeito Fernando Haddad. Como deve seguir no cargo, outro irmão pode ser candidato à Câmara dos Deputados. O nome seria o de Nilton Tatto, fundador do Instituto Socioambiental (ISA) e antigo integrante do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), do qual faziam parte o hoje ministro Aloizio Mercadante e Anivaldo Padilha, pai do candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha.

Renan e Collor, um de cada lado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB) não dividirão mais o mesmo palanque em Alagoas. Renan concluiu que sua rejeição e a de Collor na capital alagoana, somadas, trariam problemas. O presidente do Senado ainda não definiu se ele próprio será candidato a governador (diz depender de uma decisão de Dilma) ou seu filho, também Renan. Eles estarão ao lado do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que desistiu de concorrer ao Senado.

Entre o projeto nacional e a realidade local

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), líder do partido na Câmara, vive um dilema. Acredita na necessidade de união de adversários tradicionais para resolver a grave situação do Rio Grande do Sul e busca uma coligação que garanta um palanque exclusivo para o presidenciável Eduardo Campos no Estado.

“É preciso evitar que o sistema de segurança possa ser utilizado por pessoas para fazer sabotagem ou para causar prejuízos”

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, apontando possíveis culpados pela pane que parou dez estações do metrô paulista por cinco horas

*Com Leonardo Fuhrmann

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