Condenado no processo do mensalão, ex-diretor do Banco do Brasil pode pegar 3 anos de prisão fora do País

Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato responderá por falsidade ideológica e pode cumprir pena de até três anos de prisão na Itália, de acordo com informações da polícia italiana divulgadas pelo Grupo Estado. No Brasil, Pizzolato foi condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. 

Foragido desde novembro, Henrique Pizzolato é preso na Itália

Pizzolato só cumprirá pena no Brasil se Itália aceitar extradição

Veja abaixo a lista com brasileiros procurados pela Interpol:

Procurado pela Intepol desde novembro, Pizzolato foi preso na terça-feira (4). Ele apresentou à polícia passaporte falso com o nome do irmão Celso, morto em 1978. 

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O ex-diretor do BB foi o único dos condenados com mandado de prisão expedido a não se entregar à Polícia Federal e entrou na lista de procurados pela Interpol, organização internacional de auxílio às polícias, em mais de 190 países. Na época da fuga, pessoas próximas indicaram que ele teria ido ao Paraguai, passado por Buenos Aires e, de lá, embarcado para a Europa, com o destino final sendo a Itália.

Pizzolato, que é brasileiro, também tem a cidadania italiana. Pela legislação em vigor naquele país, ele não é obrigado a entregar um nacional que seja alvo de processo de extradição. Apesar desse obstáculo, a procuradora-geral interina, Ela Wiecko de Castilho, defendia a ideia de que o Brasil peça formalmente a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil. A Justiça brasileira tem 40 dias para pedir a extradição. 

Cronologia do caso Pizzolato, preso na Itália

Agosto de 2012 – Condenação

Dia 27 - O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique foi condenado no final de agosto de 2012, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Em novembro, os ministros do STF definiram uma pena total de 12 anos e 7 meses de prisão.

Novembro de 2013 – Fuga para Itália

Dia 15 - O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, determinou a prisão de 12 condenados do mensalão, entre eles Pizzolato.

Dia 16 - O advogado de Pizzolato informou que seu cliente fugiu para a Itália, aproveitando a dupla cidadania. Ele foi o único a fugir e dizia que não ia se entregar. Em nota, o ex-diretor afirmou que, "por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais", decidiu ser julgado na Itália.

Dia 18 – Pizzolato entrou para a lista de procurados da Interpol, organização internacional de polícia criminal.

Dia 21 - A polícia italiana confirmou que Pizzolato estava no país, mas por ser cidadão italiano é "um homem livre". E o alerta vermelho emitido pela Interpol não valeria como mandado de prisão para um italiano dentro da Itália.

Janeiro de 2014 – Conta milionária na Europa

Dia 18 - Autoridades brasileiras e da Suíça investigam uma conta secreta operada por Pizzolato em um banco suíço, com saldo de quase 2 milhões de euros.

Fevereiro de 2014 – Prisão

Dia 5 – Pizzolato é preso em uma operação conjunta da Interpol com as polícias brasileiras e italianas. Ele utilizou um passaporte falso no nome do irmão Celso, morto em 1978. Ele está preso na Itália, onde deve responder por falsidade ideológica e espera decisão sobre possível extradição para o Brasil.

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