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Presidente do STF havia determinado a prisão no início de janeiro, mas saiu de férias sem expedir o mandado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decretou nesta terça-feira (4) a prisão do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos condenados do mensalão. Barbosa havia determinado a prisão de Cunha no início de janeiro, mas saiu de férias sem expedir o mandado .

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Cunha almoça com apoiadores do PT acampados em frente ao STF

Um dia antes de ter a prisão decretada, João Paulo Cunha almoça com militantes do PT
Antonio Cruz/ABr
Um dia antes de ter a prisão decretada, João Paulo Cunha almoça com militantes do PT

A decisão vale para as penas de corrupção e peculato, que somam seis anos e quatro meses e para as quais não cabem mais recursos. Assim como os outros presos do mensalão, Cunha inicia o cumprimento da pena em regime fechado mesmo tendo direito ao semiaberto. Ainda não há informação se o mandado já foi entregue à Polícia Federal. A expectativa é que o petista se entregue na sede da PF em Brasília para evitar maior exposição. 

Durante o recesso do Judiciário, o presidente do Supremo chegou a criticar os colegas Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia, que assumiram a presidência do órgão, por não terem assinado a ordem de prisão contra o parlamentar. As críticas públicas de Barbosa irritaram os colegas já que, na visão deles, o presidente do Supremo poderia ter assinado eletronicamente o mandado de prisão contra Cunha.

Nesta tarde, ao receber as informações sobre o mandado de prisão, Cunha manteve contato com sua defesa buscando maiores orientações para se entregar o quanto antes. O mandado de prisão contra João Paulo Cunha foi assinado pelo presidente do Supremo por volta das 15h15 desta terça-feira.

Agora, o presidente do Supremo vai se debruçar sobre o encerramento do processo para o delator do mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson. Jefferson está no Rio de Janeiro e entregou várias petições ao Supremo Tribunal Federal alegando problemas de saúde e que ainda está em tratamento de um câncer no pâncreas. Apesar disso, existe a possibilidade dele ser preso também neste mês de fevereiro.

Almoço com militantes

Ontem, Cunha almoçou com apoiadores do PT que estão acampados em frente ao STF desde novembro do ano passado, quando foram decretadas as primeiras prisões do mensalão. 

Ele afirmou que o julgamento no STF foi uma farsa, mas planeja pedir para deixar o presídio durante o dia para trabalhar. “Essa agonia não vai parar enquanto não se estabelecer a verdade. Então, não é somente através dessas manifestações, mas também da revisão, da busca em organismos internacionais e da própria história que se vai mostrar que isso aqui é uma farsa”, afirmou.

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