João Paulo Cunha questiona Joaquim Barbosa em carta pública em jornal

Por iG São Paulo |

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Deputado diz que ministro decretou sua prisão sem providenciar carta de sentença ou assinar o mandato

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Superior Tribunal Federal (STF), foi questionado sobre o julgamento do mensalão pelo deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) em carta publicada na edição deste domingo (2) no jornal Folha de S.Paulo.

Cunha, condenado pelo mensalão, disse que Barbosa decretou sua prisão sem providenciar carta de sentença ou assinar o mandato antes de sair para as férias em Paris, na França.

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Agência Brasil
João Paulo Cunha afirmou que é inocente no processo do mensalão

“O meu caso era urgente? Por que não providenciou os trâmitos jurídicos exigidos e não assinou o mandato de prisão? Não era urgente? Por que então decretou a prisão no afogadilho e anunciou para imprensa?”, escreveu.

Cunha disse ainda que o presidente do Supremo pode “cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar, pois nem a ditadura militar me calou”.

O deputado ainda acusa Barbosa de condená-lo mesmo com provas documentais. “Por que me condenou contra provas documentais e testemunhais que atestam a minha inocência?”

Mais: Barbosa determina prisão do deputado João Paulo Cunha

Último a se pronunciar nos julgamentos do STF, Celso de Mello foi pressionado para votar contra a validade de recursos do mensalão, mas se manteve a favor. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaO ministro Luís Roberto Barroso, em sua primeira participação no julgamento do mensalão, defendeu a reforma política para evitar que esquema se repita. Foto: Divulgação STFPor um voto de diferença, os ministros do STF aceitaram a validade dos recursos do mensalão . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAO segundo ano de julgamento do mensalão também teve bate-boca e desentendimentos entre o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor Ricardo Lewandowski. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaRodrigo Janot assumiu o cargo de procurador-geral da República no lugar de Roberto Gurgel, que representou o MP na maior parte do julgamento. Foto: Divulgação/STFBarbosa expediu mandados de prisão para parte dos condenados no dia 15 de novembro. Dirceu, Genoino, Valério e mais oito do mensalão se entregam à PF. Foto: Futura PressPreso na Papuda, Genoino sentiu-se mal e foi hospitalizado. Ele, que passou por cirurgia cardíaca, pediu prisão domiciliar, mas laudo não aponta doença grave. Foto: Futura PressO ex-presidente do Banco do Brasil Henrique Pizzolato fugiu do Brasil para a Itália ao ter a prisão decretada por Barbosa. Foto: Reprodução/InterpolO presidente do STF sofreu uma série de críticas no meio jurídico por ter cometido ilegalidades nas 11 primeiras prisões do mensalão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaIrritado com a condução das prisões do mensalão, Barbosa substituiu o juiz de execução penal responsável pelo caso. Foto: Divulgação/STF

Por fim, Cunha diz não nutrir rancor do ministro e afirmando inocência. “Despeço-me, senhor ministro, deixando um abraço de paz, pois não nutro rancor, apesar de estar convicto- e a história haverá de provar-que o jultamento da ação penal 470 desprezou as leis, fatos e provas. Como sou inocente, dormirei em paz, nem que seja preso injustamente”.

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