Deputado diz que ministro decretou sua prisão sem providenciar carta de sentença ou assinar o mandato

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Superior Tribunal Federal (STF), foi questionado sobre o julgamento do mensalão pelo deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) em carta publicada na edição deste domingo (2) no jornal Folha de S.Paulo.

Cunha, condenado pelo mensalão, disse que Barbosa decretou sua prisão sem providenciar carta de sentença ou assinar o mandato antes de sair para as férias em Paris, na França.

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João Paulo Cunha afirmou que é inocente no processo do mensalão
Agência Brasil
João Paulo Cunha afirmou que é inocente no processo do mensalão

“O meu caso era urgente? Por que não providenciou os trâmitos jurídicos exigidos e não assinou o mandato de prisão? Não era urgente? Por que então decretou a prisão no afogadilho e anunciou para imprensa?”, escreveu.

Cunha disse ainda que o presidente do Supremo pode “cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar, pois nem a ditadura militar me calou”.

O deputado ainda acusa Barbosa de condená-lo mesmo com provas documentais. “Por que me condenou contra provas documentais e testemunhais que atestam a minha inocência?”

Mais: Barbosa determina prisão do deputado João Paulo Cunha

Por fim, Cunha diz não nutrir rancor do ministro e afirmando inocência. “Despeço-me, senhor ministro, deixando um abraço de paz, pois não nutro rancor, apesar de estar convicto- e a história haverá de provar-que o jultamento da ação penal 470 desprezou as leis, fatos e provas. Como sou inocente, dormirei em paz, nem que seja preso injustamente”.

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