Rachas do PT agora se repetem no PSOL

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Partido de esquerda mantém estrutura de grupos menores em sua organização, que têm clima de disputa

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Quando decidiram abandonar o PT – depois do escândalo do mensalão -, deputados como Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ) tentavam se afastar de velhas práticas e dos rachas e conflitos comuns à esquerda. Hoje, os dois estão no Psol. Nascido em 2004, o partido tem ao menos uma parlamentar, Janira Rocha, do Rio, envolvida em denúncias de corrupção. O PSOL abriga grupos antagônicos que se atacam e denunciam uns aos outros. São tendências que já existiam no PT, vieram do PSTU ou surgiram já no interior do novo partido. Hoje, são 15 correntes, incluindo agrupamentos regionais. As duas mais expressivas são a Ação Popular Socialista (APS) e o MES (Movimento Esquerda Socialista).

A APS, que se dividiu recentemente, é liderada por Ivan Valente e pelo candidato do partido à presidência, o senador Randolfe Rodrigues (AP). O MES tem à frente a ex-deputada Luciana Genro. Chico Alencar não pertence a nenhum grupo. Mas, no 4º. Congresso do partido, em dezembro, teve o seu nome lançado para concorrer à Presidência pelo chamado Bloco de Esquerda, que reuniu dissidentes da APS e outras tendências. Alencar não aceitou. Esse bloco mais à esquerda acusou Valente de práticas “truculentas” e de transformar o Psol num “partido do jogo da institucionalidade, das alianças eleitorais com o governismo e partidos da direita”. Eís outros grupos do PSOL: Insurgência, CST, Revolutas, Coletivo Socialista de Pernambuco, Movimento Terra, Trabalho e Liberdade; Campo do Debate Socialista; Liberdade, Socialismo e Revolução e Trabalhadores na Luta Socialista.

“Divergência é riqueza”

Houve divisão no PSOL sobre a candidatura de Randolfe, mas o presidente nacional do partido, Luiz Araújo, garante que, “no decorrer do processo, todos vão se engajar na campanha”. Para ele, “faz parte da riqueza do partido as divergências internas”.

Ação contra 21 deputados no Amapá

O Ministério Público do Amapá entrou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra 21 dos 24 deputados estaduais do Estado, entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa, Moisés de Souza (PSC), e o primeiro-secretário, Edinho Duarte (PP). Os parlamentares são acusados de criar um programa com a concessão de bolsas aos beneficiados para encobrir o pagamento a cabos eleitorais. Segundo o MP, a manobra provocou prejuízos de R$ 2,7 milhões.

Contra a campanha eleitoral camuflada

As biografias de políticos vivos não poderão receber dinheiro das leis de incentivo. O Ministério da Cultura acatou uma recomendação do Ministério Público Federal em Campinas para evitar o uso da publicação em promoção pessoal.

Saab anuncia US$ 150 milhões em investimento

A Saab anunciou um investimento inicial de US$ 150 milhões para a construção de uma fábrica em São Bernardo (SP). Lá serão produzidos os caças Gripen comprados pelo governo brasileiro. A estimativa é gerar 1.000 empregos. O vice-presidente executivo da Saab, Dan Jangblad, espera produzir até 80% da estrutura dos aviões no Brasil.

BA: Rui Costa faz plano participativo

O candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa decidiu elaborar seu programa de governo de forma participativa, usando as redes sociais e caravanas pelo interior. O convite à participação foi lançado pelo PT e os nove partidos aliados.

“Serei um bom anfitrião de ambos”

Flávio Dino, presidente da Embratur e candidato ao governo do Maranhão pelo PCdoB, sobre a possibilidade de receber o apoio dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) para vencer a família Sarney

*Com Leonardo Fuhrmann

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