Dilma estuda mudanças na reforma ministerial para acalmar aliados

Por Nivaldo Souza - iG Brasília |

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente avalia alterações no desenho que havia traçado para o novo governo, para solucionar disputas entre PTB e PMDB por espaço no primeiro escalão

A disputa por espaço no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff pode levar a presidente a fazer mudanças no primeiro desenho que vinha pensando para a reforma ministerial. Isso pode significar ceder um sexto ministério ao PMDB e também ascender o PTB à primeira divisão da base por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, em vez do Turismo, para onde as conversas levavam.

Integração Nacional: Governo propõe ao PROS manter Francisco Teixeira 

Leia mais: Ministra Helena Chagas entrega cargo a Dilma

A mudança pode ocorrer em função da pressão do PMDB para manter Turismo sob controle do grupo liderado pelo ex-presidente José Sarney. O partido havia sinalizado que cederia a pasta para manter o controle sobre cinco ministérios, desde que em troca recebesse a Integração Nacional – pasta cujo comando deve ficar com o PROS, em sinal de apreço de Dilma aos irmãos Cid e Ciro Gomes pela ruptura com o PSB do presidenciável Eduardo Campos.

Sem a Integração garantida para o PMDB, o partido passou a cobiçar manter o Turismo e atingir a sexta pasta na Esplanada dos Ministérios por meio da Secretaria Especial de Portos – cujo status de ministério rende um orçamento atraente para investimentos em infraestrutura.

O PTB também flertou com a Integração e, agora, embora haja uma ala do partido que se dê por satisfeita caso possa controlar Turismo, outro grupo de trabalhistas alimenta a ideia de ficar com Portos.

Dilma anuncia troca de três ministros: Casa Civil, Saúde e Educação

Poder Online: Pressão do PT contribuiu para saída de Helena Chagas

Dilma Rousseff adota discurso de candidata em festa de 34 anos do PT. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressDilma encontra Fidel Castro em Havana (27/01/2014). Foto: APPresidente Dilma é citada como "A coragem do poder" em lista de líderes de 2013 do jornal espanhol El País. Foto: Reprodução/El PaísDilma Rousseff sobrevoa áreas atingidas pela chuva no Espírito Santo, na véspera do natal de 2013. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma recebe o presidente francês François Hollande no dia 12 de dezembro de 2013, em Brasília . Foto: Agência BrasilDilma cumprimenta presidente dos EUA, Barack Obama, durante cerimônia em homenagem a Mandela em Johanesburgo. Foto: APA presidente Dilma chega ao velório de Nelson Mandela, do qual foi uma das oradoras  . Foto: ReutersDilma recebe o apoio do PSD de Kassab para 2014. Foto: Beto Nociti/Futura PressA presidente Dilma e o presidente do Uruguai José Mujica. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR A presidente Dilma Rousseff é a segunda mulher mais poderosa do mundo na lista da "Forbes" . Foto: ReproduçãoDilma, que ocupava o 95º lugar no ranking da revista havia três anos, ficou atrás apenas da chanceler alemã, Angela Merkel.. Foto: Agência BrasilMaduro encontra Dilma em visita ao Brasil. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAécio e Dilma se cumprimentam em cerimônia de abertura da ExpoZebu, em Uberaba, Minas Gerais. Foto: L. Adolfo/Futura PressAo lado do presidente boliviano, Evo Morales, e da presidente argentina, Cristina Kirchner, Dilma Rousseff acompanha posse de Maduro em Caracas. Foto: APCom Lula, presidente Dilma Rousseff comparece ao velório de Hugo Chávez em Caracas, na Venezuela. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Ao lado de Wagner, Dilma participa de inauguração do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador. Foto: Governo da BahiaA presidente Dilma Rousseff em visita ao Ceará. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma Rousseff cumprimenta papa após missa inaugural na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma usa crocs em evento com o primeiro-ministro da Rússia . Foto: Agência BrasilDilma vestiu gibão e chapéu de couro que ganhou do governador do Piauí, Wilson Martins (PSB). Foto: Thiago Amaral/Governo do PiauíDilma enfrentou frio de 9ºC negativos em visita a Moscou, na Rússia. Foto: Reuters'El País' inclui Dilma Rousseff na lista dos 13 líderes iberoamericanos de 2012. Foto: Reprodução


Portos se transformou, assim, na pasta mais cobiçada neste momento e a disputa preocupa Dilma. A presidente sinalizava com a possibilidade de ceder Portos ao PMDB com a liberação de Turismo para o PTB, mas já começou a sondar os partidos para ver como reagem à ideia de colocar os trabalhistas em Ciência e Tecnologia.

Ciência já teria sido oferecida ao PTB em meados de 2013, quando começaram as primeiras conversas sobre a reforma. O partido, entretanto, teria considerado a pasta muito técnica.

O problema para o Planalto é que, embora o atual ministro Marco Antônio Raupp seja filiado ao PMDB e agrade a Dilma, ele é tido pelo partido como uma escolha pessoal da presidente e não como parte da cota de cargos peemedebistas – o que pesaria numa decisão para deixar o PTB à frente de Ciência e Tecnologia.

Outro nome que Dilma avalia, este com potencial para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), é o do empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar. Ele se filiou ao PMDB, mas sua escolha integraria a cota pessoal da presidente no primeiro escalão. A resistência do PMDB em reconhecer Josué pode levar a presidente a rever a escalação do presidente da Coteminas.

Leia tudo sobre: reforma ministerialdilma rousseff

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas