Pelo telefone, FHC insiste para Bernardinho ser candidato ao governo do Rio

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Nome do técnico de vôlei é trunfo tucano para garantir um palaque forte para Aécio no Estado

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O PSDB do Rio acredita na força dos argumentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para convencer o técnico de vôlei Bernardinho a ser candidato a governador do Estado. “O FHC tem ligado para ele a cada 15 dias”, afirma o deputado federal Otávio Leite. Apesar do ex-atleta ter se filiado ao partido a pedido do ex-presidente e do senador mineiro Aécio Neves, ele e sua mulher, Fernanda Venturini, têm dado declarações públicas contra a possibilidade de candidatura. Segundo Leite, os tucanos fluminenses vão pensar em um plano B caso não consigam convencer Bernardinho até o fim de fevereiro. A prioridade do partido é garantir um palanque forte para Aécio no Estado. Além do técnico da Seleção, outro nome forte filiado ao PSDB do Rio é o da ex-ministra do Supremo Ellen Gracie.

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Com uma candidatura forte a governador, Leite acredita que os tucanos conseguirão atrair para sua chapa outros pré-candidatos, como o vereador Cesar Maia (DEM) e o deputado Miro Teixeira (Pros). De um partido da base de Dilma Rousseff e um dos articuladores da tentativa de criação da Rede, Miro ainda é um enigma na disputa no Rio. E ele próprio, pré-candidato a governador, não tem esclarecido, por enquanto, as dúvidas sobre suas possíveis alianças. “Ninguém está falando sobre política, só os políticos, que se acham o centro do mundo”, diz. Para ele, as alianças serão decididas em maio e as conversas começam mesmo em fevereiro, com o fim do recesso parlamentar. Miro deixa a decisão nacional para o comando do Pros.Por influência do governador Cid Gomes, do Ceará, o partido deve seguir no Ministério da Integração Nacional.

A pista de Miro

Apesar de não falar sobre possíveis alianças, o deputado Miro Teixeira (Pros-RJ) aproveita para manifestar uma impressão, segundo ele, captada nas ruas. “Quem está sofrendo os problemas na pele tem uma visão mais otimista do que quem quer tirar proveito político deles”, afirma.

PSDB diz que Feldman resiste à aliança

Em São Paulo, os tucanos também não desistem da possibilidade de aliança com o PSB, apesar das resistências da Rede, de Marina Silva. O partido aguardará até março uma decisão. Eduardo Campos pediu esse prazo ao governador Geraldo Alckmin. O chefe da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido, lembra que os principais prefeitos do PSB em São Paulo estão ao lado dos tucanos. “O PSDB retirou candidaturas em cidades como Campinas, São José do Rio Preto e Marília para apoiar o PSB. Temos uma relação antiga”, lembra Aparecido. Na avaliação do PSDB, quem mais se opõe à aliança é o deputado Walter Feldman, um ex-tucano.

Mudança na articulação

Segundo integrantes do PT, o ex-presidente Lula defendeu a substituição de todos os nomes da área política do governo, incluindo o líder na Câmara, Arlindo Chinaglia. Já a ida do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) para o governo é defendida pelo presidente nacional, Rui Falcão, e pelo grupo majoritário do partido. Dilma, no entanto, não teria se mostrado favorável às mudanças.

Sindicalista para substituir socialista

Presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) por dois mandatos, Artur Henrique está cotado para ser o próximo secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Empreededorismo da cidade de São Paulo. Atualmente, ele coordena o Instituto de Cooperação Internacional da central sindical. O secretário hoje é Eliseu Gabriel (PSB), que será candidato a deputado federal.

*Com Leonardo Fuhrmann

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