Partido busca antes avançar nas discussões de temas nacionais dentro dos Estados com o PPS e outros aliados para depois decidir novas coligações

Brasil Econômico

Diferentemente da Rede, o PSB não tem pressa para decidir sua política de alianças regionais. A ideia é avançar nas discussões de temas nacionais dentro dos Estados com o PPS e outros aliados para depois decidir novas coligações. “Ainda temos cinco meses para montar as chapas”, diz o senador Rodrigo Rollemberg (DF). Segundo ele, a prioridade do partido é a disputa nacional, com a candidatura de Eduardo Campos a presidente, e a ex-ministra Marina Silva, líder da Rede, como vice. As diretrizes serão lançadas no próximo dia 4, em Brasília. Os três pontos fundamentais são: reconhecer os avanços sociais dos últimos 20 anos e lutar por mais conquistas; aprofundar a democracia; e buscar o desenvolvimento sustentável, com qualidade de vida e distribuição de renda.

Caso a estratégia dê certo, os socialistas vão decidir a maioria das coligações estaduais em março. A Rede tem pressionado o PSB para não se aliar a tucanos ou petistas nos estados, como forma de fixar a candidatura de Campos e Marina como uma terceira via à polarização entre estes dois partidos no País. Em Minas, o PSB resiste a se afastar do PSDB. O argumento é que os tucanos tiveram um papel importante nas vitórias do prefeito reeleito de Belo Horizonte, o socialista Márcio Lacerda. A situação em São Paulo é ainda mais complicada, pois a divisão entre candidatura própria e o apoio à reeleição do tucano Geraldo Alckmin causa um racha dentro do partido anterior à entrada da Rede. Em Brasília, Rollemberg espera ter como vice o deputado Reguffe (PDT). Além do PPS, eles negociam o apoio do Solidariedade e pretendem procurar o PSol.

Lenha de Cesar

O vereador do Rio Cesar Maia (DEM) divulgou uma entrevista com um deputado do PSB. Anônimo, o parlamentar acusa o candidato tucano à presidência Aécio Neves de ter falado contra o rompimento da aliança PSB-PSDB em São Paulo para criar atrito entre Eduardo Campos e Marina. O PSDB hesita em apoiar Cesar ao governo do Rio.

Polêmico, mas com alta audiência

A agência Pepper usa a audiência para se defender dos críticos à sua atuação nas redes sociais do PT. A empresa se tornou alvo de ataques internos por causa de um artigo sem assinatura que foi publicado no perfil oficial do partido com críticas pessoais ao presidenciável do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Quando a Pepper assumiu as redes sociais petistas, o perfil da presidente Dilma, candidata à reeleição, tinha pouco mais de 13 mil curtidores. Hoje, passa de 200 mil.

Sócio de hotel volta a ter problemas

O empresário Paulo Masci de Abreu - que no mês passado ofereceu emprego no hotel Saint Peter ao ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão - agora é alvo do MPF. O político desistiu do trabalho depois da revelação de que o principal sócio da empresa era um “laranja” do Panamá. Agora, Abreu é acusado de prática monopolista e de usar concessões de cidades próximas a São Paulo para transmitir para a capital. Com aquisições e concessões próprias, ele concentrou uma dezena de rádios só na Grande São Paulo. O império foi acumulado em quatro décadas. Jefferson Dias, procurador da República, quer que o governo fiscalize a situação.

Dilma retribui apoio de um aliado fiel

O governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), anunciou ontem que a presidente Dilma Rousseff confirmou a ele, pelo telefone, que irá ao Estado para a inauguração da Arena Amazônia, um dos estádios da Copa do Mundo. Favorito à reeleição, ele tem sido assediado por políticos ligados a outros presidenciáveis, mas reafirma o seu apoio à petista.

“É um sistema que vem ganhando credibilidade. É antigo, está sendo reformado, mas a gente vê uma luz no fim do túnel”

Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio, depois do descarrilamento de um trem da SuperVia que causou caos no transporte

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