Além de Chioro, Luiz Marinho indicou secretários de saúde de prefeituras do PT

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Prefeito de São Bernardo do Campo é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Lula

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A indicação do novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, é atribuída ao prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, um dos amigos mais próximos do ex-presidente Lula. Chioro é o secretário de Saúde de Marinho desde 2009. Ele atuou em outras prefeituras petistas. Foi secretário de Saúde em São Vicente e integrou a equipe de David Capistrano em Santos. É presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo e responde a um inquérito no Ministério Público por ter uma empresa que prestaria assessoria a prefeituras do PT. É fato que Marinho, o ex-chefe de Chioro, tem tido bastante influência na nomeação de secretários de Saúde em administrações petistas. A escolha de José de Filippi Junior, ex-prefeito de Diadema, para a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo passou por ele.

O secretário de Saúde de Santo André, Homero Nepomuceno, saiu da equipe do agora ministro. A secretária de Mauá, Lumena Furtado - irmã do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay -, era a adjunta de Chioro em São Bernardo. Recentemente, Marinho mandou um de seus quadros da saúde para a equipe do prefeito de Leme, Roberto Blascke (PT). No governo de Jaques Wagner, o ex-secretário de Saúde, Jorge Solla, também seria ligado a Chioro, segundo o jornal Correio da Bahia. A assessoria de comunicação de Marinho diz que prefeituras petistas pedem ajuda em razão de a área de saúde em São Bernardo “ter se tornado referência”. Chioro também se tornou ministro “porque a presidente Dilma ficou encantada com o Hospital de Clínicas inaugurado no ano passado e passou a olhar o seu trabalho”, diz a assessoria.

Integração deve seguir com o Pros

A presidente Dilma Rousseff não deve ceder às pressões do PMDB para conquistar o Ministério da Integração Nacional. Sua vontade é mantê-lo nas mãos do Pros, mais precisamente, dos irmãos Ciro e Cid Gomes, atual governador do Ceará. Ambos romperam com o PSB para seguirem aliados ao governo petista. Cid completa o segundo mandato neste ano e, por isso, não pode disputar a reeleição. Um deles pode assumir já o ministério, ocupado por Ciro no governo Lula, ou o cargo pode permanecer com algum aliado, caso do atual interino, o cearense Francisco Teixeira. Para saciar a fome do PMDB, a opção oferecida será a Secretaria Especial de Portos.

Daqui não saio

Há petistas temerosos com a indicação de Aloizio Mercadante para a Casa Civil. Acreditam que agora no quarto andar do Palácio do Planalto o senador não queira sair nunca mais do prédio. Avaliam que, no mínimo, ele poderá impedir a ascensão de adversários de dentro do partido.

O passado, o presente e o futuro

No dia em que Leonel Brizola completaria 92 anos, o governo gaúcho inaugurou uma estátua em homenagem ao ex-governador. A cerimônia reuniu Tarso Genro (PT), candidato a reeleição, o deputado Vieira da Cunha (PDT), que pretende enfrentá-lo, e os ex-governadores Germano Rigotto (PMDB), Pedro Simon (PMDB) e Alceu Collares (PDT) .

Richa acusado de prática considerada ilegal

A polêmica sobre as contas do governo do Paraná ganhou mais um capítulo. Além dos atrasos em pagamentos a vários fornecedores, o governador Beto Richa (PSDB) agora é acusado de ter zerado contas bancárias da administração estadual para evitar o pagamento a pessoas que têm o direito de receber depósitos judiciais de natureza não tributária. A medida é ilegal e está proibida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O tucano nega que tenha cometido a irregularidade.

“O que está havendo é uma tremenda personalização de decisões que são coletivas, mas querem transformar em decisões de Joaquim Barbosa”

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão

*Com Leonardo Fuhrmann e Patrycia Monteiro Rizzotto

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