PSDB de Minas antecipa decisão para Aécio cuidar de sua campanha

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique e ex-prefeito de Belo Horizonte, Pimenta da Veiga disputa a indicação com o deputado federal Marcus Pestana, presidente estadual do PSDB

Brasil Econômico

Os tucanos de Minas Gerais resolveram antecipar o anúncio de quem será o candidato do partido à sucessão do governador Antonio Anastasia (PSDB), que deve disputar a eleição ao Senado. A ideia inicial era decidir até março, mas eles querem agora fechar o nome até o mês que vem, para deixar o senador Aécio Neves mais concentrado em sua campanha presidencial. A decisão no Estado, obviamente, passa por ele e por Anastasia, mas depende também das possibilidades de coligação nacional e estadual. Ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique e ex-prefeito de Belo Horizonte, Pimenta da Veiga disputa a indicação com o deputado federal Marcus Pestana, presidente estadual do PSDB. A candidatura de Pimenta agrada mais a setores conservadores da aliança.

Leia mais colunas do Mosaico Político

Os dois pré-candidatos estiveram reunidos anteontem, em um jantar que durou mais de três horas. A conversa serviu para reafirmar que não haverá disputa entre eles. A decisão será tomada com base em conversas com os líderes dos partidos aliados e em pesquisas qualitativas que serão usadas para analisar os perfis e as possibilidades eleitorais de cada um. Se Pimenta tem a seu favor a maior experiência e trajetória política, o grande trunfo de Pestana é o papel mais importante que teve nos 11 anos de gestão tucana no Estado. A disputa no Estado com o PT promete ser bem mais difícil neste ano do que foram as anteriores. O candidato petista deve ser o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. A preocupação já pode ser percebida na reação dos tucanos às visitas da presidente Dilma Rousseff a Minas Gerais.

Novo ministro é o 'pai do SAMU'

Desconhecido na mídia, o novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, tem uma imensa lista de serviços prestados ao PT. Médico sanitarista, acumulou grande experiência em gestão, segundo petistas. É secretário de Saúde em São Bernardo desde 2009. Teve o mesmo cargo na prefeitura de São Vicente, na administração de Luiz Carlos Pedro, e atuou em projetos inovadores de saúde mental em Santos. No Ministério da Saúde, entre 2003 e 2005, quando a pasta era comandada por Humberto Costa, foi diretor do Departamento de Atenção Especializada e implantou o serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU). Foi chamado recentemente de “pai do Samu” pelo ainda ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Chioro é investigado

Arthur Chioro responde a uma investigação do Ministério Público de São Paulo. A promotora Taciana Panagio instaurou inquérito para apurar denúncia de que o secretário é dono de uma empresa que prestava consultoria para prefeituras petistas. Chioro afirmou que se desligou da empresa. Segundo petistas, a denúncia é “requentada”.

Lindbergh fará caravanas pelo Rio

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pretende lançar a sua candidatura ao governo fluminense no próximo dia 22. A ideia do petista é começar a percorrer o Estado em caravanas. Os petistas estão numa disputa particular com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e seu candidato, o vice Luiz Fernando Pezão, que estará no governo durante a disputa. Cabral vai disputar o Senado e anunciou a antecipação de sua renúncia de março para fevereiro, o que vai favorecer o aliado.

Feldman reafirma candidatura própria do PSB em SP

O deputado Walter Feldman (PSB) disse que a decisão de seu partido de ter candidato ao governo de São Paulo está “praticamente consolidada”. Cotado para a disputa, Feldman evitou se manifestar sobre as críticas de Luiza Erundina a colegas do PSB defensores do apoio a Alckmin que estariam sabotando a proposta de candidatura própria.

Celso Bernardi, presidente do PP-RS, sobre a dificuldade do diretório gaúcho de seu partido de apoiar candidatos petistas: “A eleição não escolhe só quem será governo, decide também quem fará oposição”

* Com Leonardo Fuhrmann

Leia tudo sobre: mosaico político

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas