MP-SP abre inquérito civil para investigar acusação contra Kassab

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ex-prefeito é acusado de receber ‘verdadeira fortuna’ da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular. Kassab negou acusação

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito civil para investigar a acusação de que o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab teria recebido “verdadeira fortuna” da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular. A denúncia foi feita por uma testemunha protegida em meio às investigações da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS). Kassab negou as acusações, classificando-as de "fantasiosas".

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Testemunha acusa Kassab de receber fortuna da Controlar

O promotor César Dario, da promotoria de Patrimônio Público e Social, abriu procedimento de investigação na área civil para apurar os fatos relatados pela “testemunha gama”. Segundo o depoimento, Kassab teria pedido ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro – que estava em seu apartamento – até uma fazenda em Mato Grosso.

Ainda segundo o relato, Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como líder da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS), teria dito à testemunha protegida, "em tom de anedota", que o avião "teve dificuldade de decolar em razão da quantidade de dinheiro embarcada".

"Falso e fantasioso"

Kassab enviou nota com seis tópicos, por meio de sua assessoria de imprensa, em que afirma que o conteúdo do depoimento da "testemunha Gama", prestado ao Ministério Público Estadual (MPE), é "falso e fantasioso".

"O ex-prefeito de São Paulo repudia as tentativas sórdidas de envolver, de forma contumaz, seu nome em suspeita de irregularidades que pesam contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir sua imagem e honra." Kassab diz que acredita na Justiça, segundo a nota. "O ex-prefeito afirma que só tem uma defesa: a Justiça, na qual acredita e à qual recorrerá."

Controlar

A empresa Controlar enviou curta nota na qual afirma apenas que "nega veementemente as insinuações e afirma que sempre pautou suas ações com base nos princípios da ética e da legalidade".

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