Delúbio Soares começa a trabalhar em Brasília

Por iG São Paulo |

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Ex-tesoureiro foi condenado a seis anos e oito meses de prisão no processo do mensalão. Ele receberá salário de R$ 4,5 mil como assessor da direção nacional da entidade

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado a seis anos e oito meses de prisão no processo do mensalão, começou a trabalhar nesta segunda-feira (20) na sede CUT (Central Única dos Trabalhadores), em Brasília. Delúbio saiu pela manhã e deve retornar no final da tarde. O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas começou a trabalhar em uma empresa de engenharia.

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Delúbio Soares, em foto de arquivo

Delúbio está preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal. Com salário de 4,5 mil, o horário de expediente dele será das 9h às 18h. Após o serviço, ele deverá retornar ao presídio.

Por ter sido condenado a cumprir pena abaixo de oito anos, Delúbio tem direito a deixar o presídio durante o dia para trabalhar. De acordo com a Lei de Execução Penal, condenados em regime semiaberto podem trabalhar dentro do presídio, em oficinas de marcenaria e serigrafia, por exemplo, ou externamente, em uma empresa que contrate detentos.

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Na decisão que autorizou o trabalho externo, o juiz Bruno André que relatou que os condenados no processo do mensalão não estão cumprindo regime fechado. A afirmação tem sido feita por pessoas ligadas aos condenados. “Inicialmente, registro que o sentenciado, diversamente do que se tem equivocadamente propalado, não se encontra em situação de regime fechado, mas sim recolhido em estabelecimento prisional adequado, destinado a condenados em regime semiaberto ainda sem benefícios externos autorizados pela Justiça, ou seja, tudo perfeitamente condizente com a sua situação processual”, diz o juiz.

Condenado a seis anos e oito meses de prisão, além de uma multa de R$ 466,8 mil, Delúbio poderá trabalhar durante o dia, de segunda a sexta-feira. A permissão de trabalho foi concedida na última quinta-feira, 16, pelo juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal Bruno André Silva.

Com Agência Brasil

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