Líderes pró-Alckmin do PSB e PPS resistem à candidatura própria em SP

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Os socialistas Jonas Donizette e Márcio França preferem apoiar a reeleição do governador tucano

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O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), resiste à possibilidade de o partido ter candidato próprio à sucessão de Geraldo Alckmin. Ele quer o apoiar a reeleição, contrariando integrantes da Rede, ligados à ex-ministra Marina Silva, e a deputada Luiza Erundina. Ex-PSDB, Donizette comanda a principal prefeitura do partido no Estado. Para chegar ao cargo, ele derrotou o PT, com apoio tucano. O presidente estadual do PSB, Márcio França, também prefere o apoio a Alckmin, de quem quer ser vice. Outro líder regional importante do PSB, o prefeito de São José do Rio Preto, Valdomiro Lopes, prefere o silêncio. A região é reduto tucano. São de lá o senador Aloysio Nunes Ferreira, o deputado Julio Semeghini e o secretário Rodrigo Garcia (DEM). Alckmin e Aécio Neves têm feito visitas a Rio Preto.

A disputa entre o apoio aos tucanos e a candidatura própria contamina também o PPS, que deve apoiar o presidenciável Eduardo Campos. Secretário de Alckmin, o deputado Davi Zaia defende o apoio à reeleição. Para ele, a possibilidade de o PSB não apoiar a candidatura de Alckmin em São Paulo pode até mesmo comprometer a aproximação nacional de seu partido com os socialistas. “A aliança foi decidida quando tínhamos a informação de que eles também apoiariam a reeleição do governador”, diz Zaia, que é presidente estadual da legenda. Ligado à Rede e filiado ao PPS, o vereador Ricardo Young defende o lançamento de outra candidatura. “O apoio a Alckmin é incoerente com o discurso nacional de enterrar a velha república”, afirma. Para ele, a posição de Zaia é individual e tende a mudar quando o secretário deixar o governo.

Falta combinar com os russos

Todo mundo dá como certa a participação de Franklin Martins na comunicação da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, menos ele: “Pelo visto, pedem a moça em casamento antes de conversar com ela”, ironiza o ex-ministro.

Dilma fará reforma em duas partes

Petistas influentes dizem que Dilma fará a reforma ministerial em duas partes. A ida de Aloizio Mercandante para a Casa Civil e a saída do ministro Alexandre Padilha devem ocorrer agora. Em abril, concluirá as mudanças.

Dom Odilo foi destituído por ter defendido Banco do Vaticano

A decisão do papa Francisco de substituir dom Odílo Scherer, arcebispo de São Paulo, e outros cardeais que cuidam do banco do Vaticano (o Instituto de Obras para a Religião) não causou surpresa. Cotado para papa no último conclave, dom Odilo foi preterido, entre outros motivos, por defender o banco, envolvido em escândalos de lavagem de dinheiro.

Marlene Matheus vai processar Rosenberg

A ex-presidente do Corinthians Marlene Matheus vai processar o vice-presidente corintiano Luis Paulo Rosenberg por ele ter dito à revista americana "New Yorker" que dirigir o clube é uma experiência semelhante a “comandar um prostíbulo”. Ela deve entrar com ação por calúnia, injúria e difamação, na área criminal, e por danos morais, na área cível. “Ela se sentiu ofendida como ex-dirigente e como mulher corintiana”, explicou seu advogado, Wellengton Campos.

Dantas reage a livro-denúncia

O banqueiro Daniel Dantas notificou a Geração Editorial pelo livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente. Ele alega que há “divulgação de informações sigilosas de processos judiciais”. O autor diz que a publicação é lícita.

“Os bacaninhas de sempre fazem agora apologia da nova modalidade de inclusão da periferia, e dão pau na PM com vivas ao rolezinho”

Aloysio Nunes Ferreira, senador por São Paulo e líder do PSDB no Senado

*Com Leonardo Fuhrmann

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